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economia/copa Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Porto Alegre mergulhada em obras da Copa

Patrícia Comunello

JONATHAN HECKLER/JC
Aeromóvel fará a conexão entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho e a estação da Trensurb
Aeromóvel fará a conexão entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho e a estação da Trensurb

Prepare-se. O ritmo de quem vive em Porto Alegre vai mudar, se complicar e, possivelmente, ficar mais lento nos pontos atingidos pelas obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. São dez grandes pacotes de intervenções, que estão inseridos ou serão implantados no perímetro entre as imediações do Aeroporto Internacional Salgado Filho e o estádio Beira-Rio. O investimento, que sofreu revisão e cresceu em 2012, é estimado em R$ 865,5 milhões (R$ 484,4 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal e R$ 381 milhões de contrapartida da Capital). Na preparação rumo ao Mundial, que desembarca na Capital em junho de 2014, os projetos do aeromóvel, que conectará o Salgado Filho à estação Trensurb, da reforma do Beira-Rio e melhorias viárias no entorno do estádio e nos chamados corredores rápidos de ônibus (BRTs) são os mais avançados. Na internet, as obras podem ser acompanhadas em tempo real pelo www.transparencianacopa.com.br.

O recente anúncio de um novo investidor (fundos administrados pela gestora NSG Capital) para a revitalização do Cais Mauá também deve garantir que o complexo esteja pronto até 2014, pelo menos a parte que engloba os antigos armazéns. É a promessa da Empresa Porto Cais Mauá do Brasil. A pista do aeroporto não deve ser ampliada até a Copa, mesmo fazendo parte da matriz de responsabilidades do pacote federal. O secretário de Esportes do Estado, Kalil Sehbe, lembra que os equipamentos para neutralizar os efeitos da neblina de inverno, que costuma fechar o terminal justamente nos meses chave da Copa, estarão instalados, e diz que ainda espera que a presidente Dilma Rousseff entre em cena e destrave a pista. Sehbe aguarda ainda que a Fifa defina as cidades que poderão receber seleções. Doze estão no páreo e ele assegura que “tudo que disseram que iam fazer estão fazendo”.

O secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico de Porto Alegre, Urbano Schmitt, afirma que todas as obras listadas na matriz de responsabilidades que cabem ao município ficarão prontas entre novembro de 2013 e maio do ano da Copa. Do rol de intervenções, já emergem, em estágios diferentes, parte dos corredores de ônibus rápidos (BRTs), o entorno do Beira-Rio (palco dos jogos), a urbanização da avenida Tronco e os viadutos na rodoviária e nas avenidas Tarso Dutra com Bento Gonçalves, com canteiro de obras já instalado. “Será um ano de muito trabalho. E as pessoas terão de ter paciência, pois faremos tudo com a cidade viva”, previne Schmitt.

A direção da Trensurb garante que o trem leve, movido por motopropulsores a ar, começa a cruzar o céu suspenso em pilares a partir da metade de 2013. Com custo de R$ 34 milhões para menos de um quilômetro de conexão, a solução desenvolvida pela Aeromóvel do Brasil (tecnologia da gaúcha metalúrgica Coester há mais de 30 anos). “As instalações terminam até a metade do ano. No segundo semestre, vai estar operando comercialmente”, promete o diretor-presidente da estatal, Humberto Kasper. São duas estações de embarque e desembarque. “O veículo para 150 passageiros está pronto e chega em janeiro a Porto Alegre. O outro, para 300 pessoas, será entregue até março”, informou Kasper. O maior conjunto será usado em picos de demanda, como na Copa. A tarifa seguirá o valor de um bilhete do trem, hoje em R$ 1,70, e dará acesso ao serviço do sistema de trem, para o Centro da Capital e até Novo Hamburgo. A ampliação de estações que agregam 30 mil a 40 mil usuários, com total de R$ 934 milhões de aportes e uma frota de 15 novos trens, é aposta para encurtar o caminho do torcedor até a cidade-sede.  

O palco dos jogos fecha para acelerar reforma

O projeto do novo Gigante da Beira-Rio literalmente ganhará forma na largada de 2013. A cobertura metálica começará a vestir o estádio oficial dos jogos a partir de janeiro. Com as folhas da estrutura, o Gigante ganhará mais altura, passando de 25 metros para 38 metros. Para privilegiar as obras sob o comando da construtora mineira Andrade Gutierrez, o Beira-Rio fechará até setembro. Os jogos do Colorado migrarão para o estádio Centenário, em Caxias do Sul. Sem jogos, o palco dos confrontos se concentrará na execução das melhorias, ampliações e novas instalações – de vestiários, banheiros a salas de imprensa.

Este mês também foi dado o aval ao financiamento de R$ 271,5 milhões do Bndes a ser repassado à Holding Beira-Rio (criada para firmar o acordo com o clube). Se 2011 foi o ano da tensão entre o clube e a construtora Andrade Gutierrez, e 2012 o de colocar o time em campo para a reforma, o próximo será para aprontar o palco oficial da disputa. A meta é finalizar a execução até dezembro.

A reforma atingiu, no fim deste ano, pouco mais da metade do plano, que começou a sair da intenção para o canteiro de obras em abril passado. O gramado será substituído e terá sistema de irrigação a vácuo. A direção do Internacional se dá ao luxo de montar comissão para sonhar com a festa de reinauguração. O evento poderá ocorrer em dois atos – em agosto (quando 90% do cronograma deve estar concluído) e dezembro. Até lá, o clube disponibiliza o Centro de Visitantes, com vídeos e maquetes da obra. Em janeiro, entram em campo as visitas monitoradas que buscam reduzir a ansiedade e a tensão, principalmente de torcedores que ficarão órfãos do estádio por quase um ano.

Intervenções de mobilidade só terminam em 2014

Boa parte das obras será finalizada até maio de 2014. Nem por isso a estrutura de gestão da prefeitura teme não finalizar a tempo os compromissos. Do rol de dez intervenções, apenas três (duplicação da rua Voluntários da Pátria, travessias de avenidas Ceará e Cristóvão Colombo) não foram autorizadas. Com ordens de serviço autorizadas, mas sem trabalhos visíveis, estão o viaduto da rodoviária, na Anita Garibaldi com Carlos Gomes e o da Bento Gonçalves e Tarso Dutra. A obra da Ceará depende de avaliação do edital pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que formou grupo de monitoramento para as obras. O secretário Urbano Schmitt espera lançar a licitação até março, com largada de execução até junho. “Vai dar tempo”, garante o secretário.

Projeto que exigiu mais jogo de cintura da administração, a urbanização da avenida Tronco, intervenção esperada há mais de 40 anos, tem parte em andamento (lotes 1 e 2) e trechos que aguardam a retirada de famílias das margens. A moradora Vânia Nunes Kehl, que tira parte do sustento de um brechó instalado dentro da casa, aguarda desde o começo do ano pela definição do imóvel que poderá comprar com os dois bônus moradia. Ela e o filho terão direito a dois auxílios, que somam R$ 104 mil. Já foram a reuniões, responderam a pesquisas e já sabem para onde querem se mudar.

“Já achamos a casa, fica aqui perto. Mas eles (a prefeitura) se amarram muito, posso perder a oportunidade”, inquieta-se Vânia, que vive da renda de cuidadora de idosas. A moradora optou pelo bônus, não quer imóveis que serão construídos devido ao tamanho. “A última promessa que fizeram de passar aqui não cumpriram. Não durmo direito só pensando como isso vai se resolver.”

A coordenadora do Gabinete de Articulação Institucional (GAI) do município, Ana Pellini, promete zerar os pagamento dos valores a quem já tem documentação aprovada até fim de dezembro. Duzentos dos mais de 320 bônus previstos foram quitados. Uma empresa foi contratada para cuidar dos processos, que envolvem análise do imóvel a ser demolido na faixa de invasão até aprovação e liberação da habitação pretendida. “Não há demora. As pessoas ficam ansiosas. Não é coisa fácil, pois envolve dinheiro público”, explica Ana. Mutirões do Departamento Municipal de Habitação (Demhab) aos sábados tentam acelerar a documentação. Nos próximos quatro meses, 60 famílias devem deixar parte do traçado para o avanço das obras. Em outra frente, estão em aprovação projetos para conjuntos de moradias custeadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que demorou dois anos por falta de interesse de construtoras em executar os projetos de mais de 1,4 mil unidades. As edificações devem estar concluídas somente em 2014, com entrega de unidades até lá. Uma estratégia, segundo Ana, é deixar para a etapa final a implantação de passeios e ciclovias.

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