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economia/indústria Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Setor metalmecânico inicia ano à plena capacidade de produção

Roberto Hunoff

A introdução da tecnologia Euro-5 a partir de janeiro de 2012, determinada por lei com o propósito de reduzir as emissões poluentes geradas por ônibus e caminhões, provocou, no final de 2011, a compra antecipada de veículos, especialmente por empresas transportadoras de cargas. A medida teve por objetivo aproveitar o preço menor do modelo antigo, ainda com tecnologia Euro-3. A antecipação se refletiu no início deste ano com redução drástica de compras de caminhões e ônibus.

A expectativa do setor era de que o mercado se normalizasse ao longo do segundo trimestre do ano, o que não ocorreu. Somente a partir de outubro é que montadoras de veículos pesados e fabricantes de carrocerias de ônibus e de implementos rodoviários começaram a sentir a recuperação, que se estendeu para a cadeia de fornecedores.

Este quadro foi determinante para o resultado negativo deste ano da indústria metalmecânica de Caxias do Sul e da região Nordeste do Estado. Os dados oficiais disponíveis até outubro apontam para queda de 9,5% no faturamento, para menos de R$ 8 bilhões, situação que, segundo Getúlio Fonseca, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), não mudará até o final do ano. “As consultas que fizemos às empresas do setor são de que houve forte reação em novembro e dezembro, mas insuficiente para alterar o resultado.”

Com base no desempenho do último trimestre, que é de atividade a plena carga, o presidente assegura que o setor entrará o ano de 2013 com capacidade de produção no topo. Sua projeção é de que o setor cresça de 4,5% a 5% no ano que vem, recuperando parte das perdas deste exercício. Mas com a ressalva de que o governo continue a adotar medidas de valorização da indústria nacional e as empresas compreendam quais são os objetivos. “O governo tem dado mostras de que ajudará o setor industrial, mas precisamos fazer a nossa parte investindo em produtividade e buscando competitividade interna e externa.”

Além da recuperação natural do mercado, Fonseca indica outros dois fatores que serão determinantes na retomada dos negócios. Um deles é a safra agrícola, que promete ser histórica, com reflexos na indústria de máquinas agrícolas e de caminhões, com quem a região tem forte ligação. A outra motivação é o mercado externo. Depois de amargar sucessivas quedas, a indústria metalmecânica da Serra irá comemorar resultados positivos já em 2012. Até outubro, o crescimento era de 2%, somando R$ 852 milhões. “Com a mudança da taxa cambial e da inovação, que tem aberto novos mercados aos nossos produtos, podemos esperar desempenho ainda mais positivo em 2013.”

Há, no entanto, uma questão que preocupa o dirigente sindical. Com a tendência cada vez maior de o setor investir na automação, é pouco provável que haja geração de novos empregos. Segundo ele, será necessário fazer um trabalho visando a garantir os atuais postos, que já são 6% menores do que os de outubro do ano passado. “Com menos trabalhadores, as empresas estão fazendo, neste último trimestre, mais do que em anos anteriores.”

Responsável por 25% dos empregos metalúrgicos do Rio Grande do Sul, a região da Serra apura o fechamento de 3,5 mil vagas em 12 meses, tendo por base outubro do ano passado. Atualmente, estão empregadas 51,6 mil pessoas, mas que eram 55 mil um ano atrás.

Conjuntura internacional preocupa fabricantes da Serra gaúcha

O cenário desenhado para a indústria metalmecânica de Caxias do Sul e da Serra encontra respaldo nas expectativas das principais entidades representativas do setor de equipamentos e materiais para o transporte de cargas e de passageiros. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, José Antônio Fernandes Martins, as medidas adotadas pelo governo, que permitirão ao País alcançar PIB de 4,5% a 5%, influenciarão positivamente o setor, que deverá chegar a uma produção de 39 mil unidades, alta de 6% a 7% sobre as 36 mil esperadas para este ano.

Principal fabricante de ônibus do Brasil, a Marcopolo reforça este quadro com as suas expectativas para 2013. A produção interna deve crescer 5%, somando 21 mil unidades. Já as suas plantas no exterior produzirão 13,5% mais, totalizando 14,2 mil veículos. Na soma geral, serão 35,2 mil ônibus, em alta de 8%. No entanto, Martins, também vice-presidente para assuntos institucionais da Marcopolo, esboça preocupação com a crise internacional. Cita a zona do euro, ainda uma grande incógnita pela situação precária e de grande instabilidade; a pressão de China e Rússia em busca de novos mercados na América do Sul e no Caribe em função da crise; e a situação dos EUA, em recuperação, mas com dificuldades.

O sentimento é de confiança no segmento de implementos rodoviários. Cesar Pissetti, vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, projeta faturamento na casa de R$ 8,5 bilhões a R$ 9 bilhões, com venda de 172,6 mil unidades, das quais 167 mil no mercado interno. Os números representam, sobre 2012, alta de 5,5% em volumes físicos e de 6% a 12% na receita.

Crescimento de 10% nas vendas internas de caminhões, atingindo 155 mil unidades, e de 13% em chassis de ônibus, para perto de 33 mil veículos, é o que projeta Hugo Zattera, presidente da Agrale, para o próximo ano. Segundo ele, são números de bom tamanho, considerando-se as dificuldades deste ano, que ainda deverão estar presentes em 2013.

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