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economia/indústria Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Calçadista prevê mais um ano de dificuldades

Fernando Soares

Os calçadistas se preparam para enfrentar um 2013 pouco alentador. Por trás da falta de ânimo entre os empresários do setor estão velhos problemas. A concorrência dos asiáticos, os altos custos de produção e a crise no mercado internacional são alguns dos fantasmas que devem continuar rondando o segmento. “Teremos um ano pior do que foi 2012. No Rio Grande do Sul, a situação será ainda mais grave”, projeta o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.

Além dos desafios comuns a todo o País, no Rio Grande do Sul a indústria tem a tarefa extra de garantir competitividade, mesmo com tributos mais altos em relação aos outros estados. Nesse contexto, Klein lembra que o Estado tem uma alíquota de 12% de ICMS para o setor, enquanto na vizinha Santa Catarina esse índice chega a 3%, e nos nordestinos se aproxima de 0%.

Com a crise europeia sem dar sinais de trégua, assim como as barreiras comerciais da Argentina, as exportações tendem a continuar caindo. Nem o câmbio mais favorável, com o dólar se aproximando dos R$ 2,10, conseguirá repor as perdas acumuladas, na visão de Klein. Até novembro de 2012, as exportações do segmento em valores apresentavam retração de 15% no Brasil e 33% no Rio Grande do Sul, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Até mesmo o mercado interno, que vinha sustentando a atividade, dá sinais de desaquecimento. “Estamos assistindo aos importados ganhando espaço no mercado brasileiro. Por causa do mercado interno, estávamos crescendo 10% nos últimos três anos. Em 2012, devemos crescer 4% e, em 2013, entre 1% e 2%”, lamenta o diretor-executivo da Abicalçados.

Segundo ele, nem mesmo a sobretaxação do governo federal aos calçados da China tem surtido efeito. Isso porque os chineses enviam o produto inacabado ou então exportam por meio de outros países asiáticos. Em 2012, as importações brasileiras subiram 12% em quantidade de pares, conforme o MDIC.

O recente fechamento de 12 fábricas da Vulcabras/Azaleia na Bahia também deixa um recado para 2013. “Se medidas não forem tomadas na proporção necessária para reverter o quadro, vamos continuar assistindo à queda das exportações e à entrada cada vez mais acelerada dos produtos da Ásia”, alerta Klein. Por outro lado, o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário no Estado (Feticevergs), João Pires, acredita que as medidas do Plano Brasil Maior devem dar um fôlego a mais. “Em 2013, deverá haver uma resposta melhor em relação ao segundo semestre de 2012.”

Mesmo sendo diretamente afetado pela situação dos calçadistas, o setor de curtumes prevê um 2013 melhor na comparação com 2012. “A exportação de couro semiacabado perdeu volume para o couro de menor valor agregado neste ano. Acreditamos que, para 2013, isso vai ser revertido”, opina Moacir Berger, presidente da Associação das Indústrias de Curtume do Estado.

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