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Opinião Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Mais esperanças para melhorar a economia em 2013

Pedro Maciel

O Brasil encerra 2012 com uma sensação de retomada da economia. Apesar da ducha fria do crescimento de apenas 0,6% no terceiro trimestre, as previsões para 2013 são, em geral, otimistas e se situam em torno de 3% a 4%, conforme maior ou menor otimismo. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, acha difícil superar 3%. A Fiergs trabalha com 3,3%, e a OCDE acredita que o PIB brasileiro será de 4% no ano que vem, o mesmo número com que trabalha o sempre otimista ministro Guido Mantega e a Confederação Nacional da Indústria. O presidente da entidade, Robson Brada de Andrade, justifica a previsão. “A gente vê sinais de melhora que levarão o PIB a crescer perto dos 4% em 2013.” Seria uma evolução considerável perto deste, considerando-se que o País deve fechar suas contas com um avanço em torno de 1%.

Previsões, porém, costumam ser traiçoeiras e quase nunca seguem os desígnios de quem as fez. Mantega, para ficar em um só exemplo, apregoava, no início de 2012, que o País teria um crescimento de 4,5%. Quando o banco Credit Suisse garantiu, em meados do ano, que o Brasil não cresceria mais de 1,5%, Mantega considerou a previsão “uma piada”. Pois bem, até a piada se revelou mais otimista do que a realidade.. Nas previsões para o Estado, as entidades empresariais seguem no mesmo ritmo. Para a Fecomércio, o crescimento do Rio Grande do Sul, em 2013, será de 5,8%, ligeiramente acima dos 5,1% da Fiergs e bem maior do que os 4,5% previstos pela Federasul.

Sem dúvida, no entanto, 2013 começa com um cenário diferente e com o País em condições de responder, de maneira positiva, aos inúmeros desafios que o mundo propõe às economias regionais. As medidas adotadas pelo governo Dilma neste ano que se encerra, provavelmente, começarão a apresentar seus resultados em 2013. Não basta, porém, esperar sentado que os frutos comecem a aparecer. A pauta de combate à crise, que deve continuar bastante severa nos países da zona do euro e nos Estados Unidos, que se vê às voltas com grandes déficits orçamentários e comerciais, o que acarreta uma série de problemas sociais, como o elevado nível de desemprego e as consequentes movimentações políticas e populares, vai demandar algumas soluções criativas e outras já conhecidas, embora nunca implementadas.

Primeiro, será necessário acelerar as obras de melhoria da infraestrutura do País, dando velocidade aos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que foram anunciados, mas que, até agora, mostram um ritmo extremante lento de realização. Segundo, é necessário não apenas garantir, mas encontrar formas de ampliar ainda mais o mercado interno que, graças ao vigor do emprego pleno e ao crescimento da capacidade aquisitiva, tem condições de garantir uma boa parcela de desenvolvimento do Produto Interno Bruto. Aliás, o consumo das famílias, com alta de 0,9% no terceiro trimestre deste ano, apurado no cálculo do IBGE, foi um dos itens mais importantes no resultado positivo registrado no terceiro trimestre.

No entanto, mais do que nunca será necessário contar com o investimento privado na geração de riquezas para o País. As Parcerias Público-Privadas precisam sair definitivamente do papel para a realidade, dotando o País da infraestrutura necessária para romper com as amarras que limitam o crescimento a níveis insatisfatórios. Como costuma dizer o sempre atilado Delfim Neto, muito do desenho do cenário para o ano que chega vai depender do instinto animal do empresariado brasileiro. Que ele seja solto.

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