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Notícia da edição impressa de 31/10/2012

No labirinto com Affonso Romano de Sant’Anna

Ricardo Araújo

Marcos Nagelstein/ JC
Affonso Romano de Sant’Anna autografou Como andar no labirinto
Affonso Romano de Sant’Anna autografou Como andar no labirinto

Antes mesmo de Renato Russo eternizar a frase Que país é este? em suas canções, Affonso Romano de Sant’Anna publicava poemas de mesmo nome nas páginas de política de jornais nacionais. A época não era muito propícia para levantar questionamentos desta natureza. A ditadura militar sufocava o Brasil, e a poesia de Sant’Anna se espalhava em forma de cartazes por sindicatos, universidades e bares.

Tendo participado ativamente dos movimentos de vanguarda que revolucionaram o fazer poético brasileiro e um observador atento dos movimentos da contracultura desde os anos 1950, Sant’Anna se tornou um dos nomes mais importantes da classe intelectual nacional. Além de poeta, o também ensaísta, professor e administrador cultural esteve na Feira do Livro para autografar a coletânea de crônicas Como andar no labirinto.

A obra traz um apanhado de 65 crônicas lançadas em diversos veículos da imprensa. O tema central dos textos gira em torno de questionamentos levantados por pequenos atos do cotidiano. “Este livro tem muito a ver com o nosso tempo. Vivemos em  um labirinto onde ninguém entende nada. Quem diz entender está pregando mentira. No livro eu trato de uma maneira mais jocosa a questão do labirinto. A crônica é esse gênero que estabelece um diálogo momentâneo e rápido com o leitor. É uma forma de tratar temas mais densos, que abordo em ensaio, de uma maneira mais light”, comenta.

Sant’Anna tem mais de 40 livros publicados. Foi professor de diferentes universidades no País e no exterior. Quando criança, acompanhou o final da Segunda Guerra Mundial, assistiu os Beatles ao vivo e viu o sonho do comunismo virar lenda. Com tanta experiência de vida, a história não poderia deixar de afetar sua produção literária. “A minha poesia está cheia do mundo. É o Brasil visto de lá para cá. Realmente a viagem é parte essencial de minha vida”, conta ele, logo após lembrar de agosto de 1991, quando estava, junto com a mulher e também escritora Marina Colasanti, na Praça Vermelha, em Moscou.

“A história tem a mania de passar na nossa frente. Tenho visto coisas que até Deus duvida”, brinca o autor. Tanta bagagem acumulada o levou a ser comparado a ninguém menos do que Carlos Drummond de Andrade. O crítico Wilson Martins chegou a dizer que ele seria o sucessor do poeta. O que, de fato, aconteceu: Sant’Anna o substituiu no Jornal do Brasil quando o mineiro parou de publicar crônicas no jornal. “Ser comparado ao Drummond me deu muito problema porque eu descobri que tinha muita gente que queria esse posto. E eu já disse várias vezes que eu não sucedo ninguém e, quando muito, sucedo eu mesmo. Cada um tem sua linguagem, sua maneira de escrever, e ele é um paradigma da literatura”, minimiza. Drummond ainda seria tema de sua tese de doutorado, o que lhe rendeu quatro prêmios nacionais.

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