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Notícia da edição impressa de 30/10/2012

Porto Alegre visita Cuba

Ricardo Araújo

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Reinaldo Montero destaca influência da arte brasileira na produção cubana
Reinaldo Montero destaca influência da arte brasileira na produção cubana

Tema de ontem, Cuba foi destaque na programação. A produção literária da pequena ilha da América Central foi debatida tanto na área infantil quanto na adulta. Para as crianças, Paulo Bocca contou histórias da ilha, e os artistas Alex Limberger e Valquiria Cardoso interpretaram obras do poeta Nicolás Guillén, referência da poesia cubana.

Para o público geral, a programação da feira proporcionou o encontro com nomes da frenética produção cubana. Dramaturgo, roteirista, romancista e ex-poeta, Reinaldo Montero conversou com o público na Sala dos Jacarandás. “Fui poeta quando jovem. Se eu fosse poeta com essa idade, seria um gênio. Tem que ser sábio e este não é o meu caso”, brinca o autor.

Pela primeira vez na Capital, Montero possui com o Brasil uma ligação que vem de anos. Ele jura que foi o primeiro cubano a entrar no País logo após a ditadura. A cara de espanto com que o fiscal da alfândega olhou seu passaporte justifica a história. Autor da peça Liz, encenada pelo grupo Os Satyros em 2009, o escritor acredita que a arte brasileira foi fundamental no incentivo da produção cubana. “Creio que as coisas fluem mais do Brasil para Cuba do que de Cuba para o Brasil. O tropicalismo, o cinema novo e a literatura de Machado de Assis influenciaram muito nossos artistas. O primeiro título publicado numa coleção de 500 peças latino-americanas foi Memórias Póstumas de Brás Cubas, por exemplo”, revela.

Vestindo a mesma roupa desde que chegou à Capital (a mala foi acidentalmente destinada para Hong Kong), Montero bem que tentou circular pela Praça da Alfândega, mas a demanda por entrevistas adiou os planos do cubano. Em uma rápida comparação, ele garantiu que a Feira do Livro de Porto Alegre encanta pelo local e pela variedade, mas é bem diferente do evento que acontece em seu país. “Em Cuba existe a Feira do Livro de Havana, que é enorme. As famílias vão para passar o dia. Como ela é à beira de um morro, é perfeita para empinar pipa. Quando acaba na capital, ela migra para as outras províncias. Tudo isso dura uns três meses. É fatigante para o autor que precisa circular, mas é uma experiência encantadora.”

Autor de Septeto habanero, um projeto que conta com três obras publicadas e que termina apenas com a apresentação de sete livros, ele adianta que dois novos volumes da coleção serão lançados em breve. A saga, que se iniciou em 1986 com a publicação de Donjuanes, mescla contos e novelas e é o mais longo trabalho do autor.

Ex-aluno de Gabriel Garcia Márquez, o autor conta que o ofício de escrever deve ser levado como um trabalho sério e ardoroso. Para ele, o escritor não pode depender de inspiração. A ideia tem que surgir do esgotamento mental provocado unicamente pelo ato de escrever: “Eu multiplico a inspiração por zero. Você não pode escrever uma novela por inspiração, nem um roteiro de cinema e nem teatro. Você escreve porque senta para escrever. Isso é trabalho! São horas na cadeira, trabalhando. Tem que produzir, e eu acredito que o que inspira é o material, mesmo quando não sai bem”.

Além da peça de teatro, o trabalho de Montero traduzido para o português é escasso. Apenas o livro As afinidades, de 1999, encontra-se disponível.

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