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Notícia da edição impressa de 26/10/2012

Praça da Alfândega entregue ao povo

MARCO QUINTANA/JC
Depois de quatro anos de obras, Praça da Alfândega chega ao fim de 2012 com a reforma concluída
Depois de quatro anos de obras, Praça da Alfândega chega ao fim de 2012 com a reforma concluída

No coração do Centro Histórico da Capital, a Praça da Alfândega chegará ao final de 2012 completamente restaurada. Parte do conjunto de obras que integram o projeto Monumenta, o local passou os últimos quatro anos em reforma a fim de retomar a sua vocação pública.

Ao contrário das edições passadas, nesta Feira do Livro, o público já poderá perceber todo o esforço imprimido no resgate da praça. “Faltam ainda alguns consertos na periferia do espaço que serão feitos logo depois da feira. Junto à descida lateral do Santander, assim como próximo à rua Caldas Júnior, falta corrigir a pedra portuguesa”, explica Briane Panitz Bicca, coordenadora do projeto Monumenta na Capital. Ainda durante o período da feira, o chamado Módulo de Serviço, que engloba dois banheiros públicos e o realojamento de duas bancas, continuará em processo de restauro. Uma vez concluído, esse espaço será denominado Caminho dos Jacarandás e estará apto a receber outros estabelecimentos comercias por meio de licitação. Foram investidos R$ 3,7 milhões, financiados entre governos federal, estadual e municipal.

Adversa ao termo revitalização - por jamais ter considerado a Alfândega um local sem vida - Briane conta que o processo iniciou ainda em 2004, quando uma equipe colocou a ideia no papel e enviou para o Ministério da Cultura: “As pessoas, em geral, não veem Porto Alegre como uma cidade histórica. Essa foi uma das batalhas nesses anos, assinalar, frisar e sublinhar que Porto Alegre é uma cidade histórica como todas as outras”.

Em 2009, um minucioso trabalho de arqueologia deu início à reforma. Com as escavações, revelou-se parte da antiga Alfândega, mostrou-se o alinhamento do antigo cais, de 1856, trazendo à tona duas escadas e o trapiche localizados onde hoje é a avenida Sepúlveda, e, ainda, encontrou-se parte do calçamento onde Dom Pedro II chegou para firmar o armistício da Guerra do Paraguai. Todo esse material histórico foi registrado, mas voltou para baixo da terra: “Tapamos tudo com lona e areia, maneira que facilita quando se que fazer toda uma evidenciação desses resquícios arqueológicos. A gente não tinha recursos para isso, mas a vontade era enorme”, justifica.

Após essa etapa, o projeto passou a tratar da rede elétrica, que foi duplicada, ampliando a iluminação da praça. As luminárias históricas foram todas restauradas e uma rede de aterramento foi criada para prevenir danos decorrentes de descargas elétricas. A seguir, começou o processo de ajardinamento, no qual os canteiros foram diminuídos e a área de passeio ampliada, retomando a vocação de jardim público da praça dos anos 1920 e 1940, modelo que serviu de inspiração para a reforma. E, por fim, a restauração da pedra portuguesa que pavimenta a Praça da Alfândega.

Todo o projeto foi discutido em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro visando à preservação do local. A partir de agora, a planta da Feira do Livro seguirá um padrão para não danificar o calçamento da praça. Para isso, estruturas metálicas foram estrategicamente dispostas ao longo do caminho para facilitar na sustentação da cobertura e na montagem dos módulos da feira.

Preservação que, aliás, deve se estender para a população. Briane conta que, assim que começou o processo de ajardinamento, mudas de plantas foram roubadas, bancos danificados, pichações foram feitas e até candidatos políticos afixaram adesivos em monumentos e estátuas restauradas. “Isso nos entristece muito, mas é uma coisa que a própria população tem que cuidar. A gente restaurou com um amor superlativo esse local, e o uso pela população demostra que a gente acertou, mas, agora, se ninguém cuidar, ela corre o risco de voltar a ser uma praça abandonada e aí não tem projeto que dê conta. Agora, depende da própria população vigiar e educar quem não cuida para manter a praça como ela está”, reflete a coordenadora do Projeto Monumenta.

Monumenta se encaminha para o final

O Monumenta é um programa do governo federal que acontece em 26 cidades do Brasil. O objetivo é resguardar e enaltecer áreas históricas das cidades, conscientizando a população sobre a importância de se preservar o acervo existente. Com data para terminar neste ano em todo o País, em Porto Alegre o programa atuou no restauro do Palácio Piratini, da Biblioteca Pública do Estado, do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, do Memorial do Rio Grande do Sul, do Pórtico Central do Cais do Porto e na reforma da Igreja Nossa Senhora das Dores, além da revitalização das praças da Alfândega e da Matriz.

Até dezembro, o Monumenta pretende concluir a criação da Pinacoteca Rubem Berta, que abrigará uma coleção de obras doadas por Assis Chateaubriand a Porto Alegre, e implementar uma série de placas informativas explicando todo os processos feitos nas reformas dos espaços públicos. Criado com a ideia de possuir começo, meio e fim, o Monumenta será substituído por outro programa federal, o PAC das Cidades Históricas, que já contabiliza 88 ações previstas para Porto Alegre.

Os dez anos do projeto na Capital são avaliados como positivos por Briane: “Porto Alegre mudou. Houve muita colaboração, a restauração de outros espaços por outros agentes que contribuiu e foi incentivado por nós e isso nos deixa muito feliz. Hoje, a população já vê o Centro como um centro histórico”. Pelotas, na zona Sul do Estado, também foi contemplada pelo projeto.

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