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Notícia da edição impressa de 26/10/2012

Sergius Gonzaga, em busca de novos leitores

MARCO QUINTANA/JC
Secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga destaca o fomento literário
Secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga destaca o fomento literário

Professor de Literatura e escritor, o secretário de Cultura de Porto Alegre, Sergius Gonzaga, reconhece o peso que a maior feira a céu aberto das Américas imprime na história dos gaúchos há 58 anos. A cada edição, a reverência do público, não apenas pelo evento, mas pelo livro em si, como ele afirma, garante uma característica de renovação. Em entrevista, Gonzaga fala sobre os projetos culturais da prefeitura, a realização da Feira do Livro e o mercado literário gaúcho.

JC Feira do Livro – Como Porto Alegre atua no sentido de fomentar a cultura?

Sergius Gonzaga - Temos aqui projetos que viabilizam oficinas, a utilização de teatros, e projetos já tradicionais, como o Fumproarte. Outro importante é a Usina das Artes, direcionado para o teatro, porque permite que dezenas de grupos de teatro e dança usem as salas da Usina do Gasômetro como local de ensaio e apresentações. Está saindo agora, em novembro, a fundação da Coordenação de Dança. Para o cinema, criou-se há dois anos um projeto chamado Didática e Educação em Cinema, que direciona milhares de crianças da rede pública municipal para um projeto de formar público. Na literatura, além de integrarmos o Plano Municipal do Livro e Leitura (que tem como eixos a democratização do acesso, o fomento à leitura e à formação de mediadores, a valorização da leitura e da comunicação e o apoio à criação e ao consumo de bens de leitura) passamos a comprar obras, pois não podemos permanecer com o pensamento “temos que viver de doações”.

JC Feira do Livro - Dessas iniciativas, o Fumproarte é a principal?

Gonzaga - Podemos dizer que sim, porque ele privilegia artistas que não tenham ingressado plenamente no mercado da produção artística ainda. Ele promove artistas que estão iniciando a sua carreira ou, eventualmente, artistas já com trabalho consolidado, mas que precisam dessa ferramenta para produzir e distribuir.

JC Feira do Livro - De que forma a Feira do Livro de Porto Alegre se insere nessa questão? Como ela é beneficiada?

Gonzaga - A feira é o principal evento cultural do Estado. A prefeitura tem uma política, que nós ampliamos, de patrocínio, na qual o município compra uma cota, como outras entidades e empresas o fazem.

JC Feira do Livro - Em termos de valores, quanto a Feira do Livro recebe da prefeitura exatamente?

Gonzaga - Não temos uma mensuração exata porque, além da compra de patrocínio, que no ano passado atingiu o valor de R$ 315 mil, há a questão do recolhimento específico de lixo, os fiscais da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) que ficam circulando por lá, o quanto se gasta a mais de água, ou seja, toda essa infraestrutura que fica difícil contabilizar. Este ano, a novidade fica por conta do monitoramento por câmeras, que será interessante para reforçar a segurança dos visitantes e expositores.

JC Feira do Livro - Como foram as negociações com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - gestor da reforma - para ocupar determinados espaços?

Gonzaga - A posição da prefeitura foi clara em ocupar a Praça da Alfândega como sempre ocorreu. Houve algumas questões, como, por exemplo, não colocar barracas em grande número na frente de monumentos. Nossa decisão foi nesse sentido, de ceder e permitir ao visitante ter uma visão geral da praça, mas sem afetar expositores com possíveis cortes.

JC Feira do Livro - Isso pode ter ocorrido em função do grande crescimento da feira nos últimos anos? Na sua opinião, descaracteriza a ideia inicial?

Gonzaga - Quando estive pela primeira vez na feira, na década de 1960, ela acontecia no núcleo central da praça. Não havia esses desdobramentos. O aumento do espaço traduz o crescimento do número de leitores e da população em si. Houve a criação de públicos que eram pouco expressivos, como o infantil. Hoje, a quantidade de títulos para os menores é enorme, em função justamente da questão de formar novos leitores. Portanto, não a descaracteriza. Hoje passam por lá mais de um milhão de pessoas, segundo a Brigada Militar.

JC - Feira do Livro - Durante a sua gestão, houve algum entrave para a realização do evento?

Gonzaga - Na verdade, não. Um problema foi o atraso das obras no ano passado, e que precisamos encontrar soluções, como as passarelas que ligavam um setor ao outro. Foi complicado, mas não se refletiu no evento em forma de prejuízos. Por conta dos patrimonialistas envolvidos no trabalho, hoje temos um manual com uma série de observações e condutas com o objetivo de preservar ao máximo os espaços, evitando danos.

JC - Feira do Livro - Qual é a importância da Feira do Livro para a cidade?

Gonzaga - Tem muita gente que só compra livro durante a feira. Os leitores esperam o evento, porque têm os descontos, por exemplo, e a feira é uma reverência ao livro. O fato de ser uma das principais atividades culturais que temos acaba atingindo todas as classes sociais, e traz público até do Interior. Para manter esse público sempre presente, é fundamental que ela tenha sempre um atrativo, algo diferente.

JC - Feira do Livro - Como o senhor percebe o mercado literário gaúcho?

Gonzaga - Temos duas grandes editoras com distribuição nacional e uma série de outras, menores, que surgiram recentemente. Há uma rica e ampla produção, e dessa diversidade há muita coisa recente para conferir. Por outro lado, também há muita gente promissora que ainda não despontou. Porto Alegre, o Estado como um todo, na verdade, reverencia muito os seus escritores, valoriza-os. Isso se reflete na procura por oficinas literárias, por exemplo. Uma geração nova está emergindo.

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