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Notícia da edição impressa de 27/08/2012

Parque Assis Brasil terá estatal e investimento de R$ 340 milhões

Patrícia Comunello

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Empreendimento envolve construção de hotel, centro de eventos, museu agropecuário e centro comercial
Empreendimento envolve construção de hotel, centro de eventos, museu agropecuário e centro comercial

A nova fisionomia do parque Assis Brasil, que desde 1971 abriga a Expointer, envolverá investimentos de R$ 340 milhões. O governador Tarso Genro disse ontem, em Esteio, que pretende enviar ainda em setembro projeto de lei à Assembleia Legislativa criando a estatal Parque Assis Brasil para gerir o empreendimento. A gestão deverá ter a colaboração de entidades do setor agropecuário que já exploram espaços do parque e que aportam fatia maior na instalação. O estudo que deu origem ao projeto foi pago por algumas destas organizações. Do aporte total previsto, R$ 200 milhões devem ser bancados pelo setor público em melhorias e expansão da estrutura existente, e R$ 140 milhões devem ser aplicados pela iniciativa privada por meio de concessões para construir hotel, centro de eventos, área para lojas e serviços, estacionamento de 4 mil vagas, centro tecnológico e outro de educação. 

A maquete do que está sendo chamado de novo parque Assis Brasil foi apresentada pelas entidades no estande do governo estadual, localizado no pavilhão internacional. Os estudos foram elaborados pela empresa gaúcha M. Stortti Business Consulting Group, a mesma que desenvolveu o plano de negócios da revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, liderada por grupos espanhóis, e que será bancada por investidores privados. A Farsul, o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers) e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC), que têm acordos com o Estado para exploração de áreas dentro do parque, pagaram R$ 300 mil pelo plano.

O sócio-diretor da M. Stortti, Maurênio Stortti, citou que sua equipe buscou modelos de empreendimentos do ramo agropecuário existentes no interior paulista e até na Itália. “Mas o novo parque, que já promove a maior feira do setor na América Latina, deve ser o maior nesses moldes no mundo”, garantiu Stortti. “Representará o Vale do Silício agropecuário”, projeta o sócio-diretor da consultoria. O Banrisul será o estruturador da operação para captar investidores. O Badesul poderá ser um dos repassadores de crédito. A intenção de criar a estatal e ampliar o parque já provocou interesse de empreendedores em hotelaria e áreas de eventos. Stortti e o titular da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapa), Luiz Fernando Mainardi, confirmaram que já houve sondagem de interessados em erguer o hotel e centro de eventos.  

Está descartada a adoção de parceria público-privada (PPP) para executar o empreendimento. O formato seguirá o das concessões, cujos prazos de exploração ainda não foram definidos. Tarso Genro adiantou que um grupo liderado pela Seapa e Casa Civil fará os estudos do perfil da estatal, ouvindo setores ligados à economia primária. Uma das fontes de investimento, segundo o governador, poderá ser o Orçamento Geral da União. Tarso já solicitou apoio ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, que teria se comprometido a obter recursos. Mainardi justificou ainda que uma estatal permite mais agilidade nas contratações.

A execução do projeto deve ocorrer em três fases, com prazo total, estimado pelo governador, em até seis anos. Na largada, seriam erguidos o centro de eventos e áreas de tecnologia e educação, seguidos pelos setores comerciais (que terão 35 mil metros quadrados e estacionamento aberto na parte superior) e administrativos e hotel na segunda etapa. O restante do plano (hotel, estruturas administrativas e serviços) completa o empreendimento. “Mas podem ser oito anos, já que iniciativas dessa magnitude podem enfrentar obstáculos políticos”, alegou o chefe do Executivo. Stortti avaliou que a execução pode ser mais acelerada, com conclusão em quatro anos. “A área está aqui e tem recursos. Faltava a lógica do projeto, o que agora existe”, arrematou o consultor. O secretário da Agricultura adiantou que há R$ 20 milhões de linhas de financiamento contratados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para obras, que incluem ampliação da área da agricultura familiar. O presidente do Simers, Cláudio Bier, reforçou que o projeto de revitalização criará condições para ocupar o complexo durante todo o ano. “O meu sonho é que tenha uma Expointer por mês aqui”, projetou Bier. Mainardi antecipou que em 2013 devem ocorrer dez eventos em Esteio.    

COMENTÁRIOS
Fernando Noronha - 27/08/2012 - 16h30
Acho a iniciativa ótima. O que me preocupa, no entanto, são os acessos ao Parque. A BR 116 já está mais que saturada. Sem eventos no Parque já é uma porcaria. A 448, que passará relativamente próximo ao parque e nos fundos dele, não possui acesso para o Parque. Já não poderia ser construído um agora?? Imagine-se quando estes eventos forem "Uma ExpoInter por mês". My 2 cents. Fernando Noronha - Tio Nonô RC
Ronice - 01/02/2013 - 00h00
E quanto as famílias que residem no parque, qual será o procedimento?
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