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Política

- Publicada em 26 de Julho de 2022 às 17:25

Lasier Martins estuda mudança da candidatura para Câmara

Lasier foi lançado à reeleição no domingo pelo Podemos

Lasier foi lançado à reeleição no domingo pelo Podemos


ANDRESSA PUFAL/JC
Caren Mello especial para o JC
A corrida ao Senado Federal no Estado ainda está longe de ir para a mesa de apostas, sobretudo em função da indefinição dos competidores. Exemplo foi a surpresa que o cenário eleitoral teve no início desta semana com a chegada de ex-governador Olívio Dutra, pela Federação PT, PCdoB e PV.
Por outro lado, há quem possa deixar a disputa. É o caso de Lasier Martins (Podemos), que, até o momento, é candidato à reeleição. No entanto, ele tem pela frente duas grandes barreiras: as pesquisas e as alianças. Apontado em terceiro e até quarto lugar nos últimos levantamentos, e à espera da decisão das costuras do PSDB - apoiado pelo Podemos - com o MDB e com o PSD, da pré-candidata Ana Amélia Lemos, e a possibilidade da definição de um só nome ao Senado, Lasier pode optar por outro caminho com maior garantia: o da Câmara dos Deputados.
Lançado à reeleição na convenção no domingo passado, o senador já visitou 74 municípios gaúchos para alçar mais posições e ultrapassar outros fortes concorrentes, como o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) e Ana Amélia Lemos. Durante um dos deslocamentos pelo Interior, falou ao Jornal do Comércio sobre a indefinição para as eleições.
Jornal do Comércio - O que muda no cenário com a entrada de Olívio Dutra?
Lasier Martins - Eu tinha certeza que o PT iria apresentar um nome. Em um primeiro momento, achei que viria o (ex-governador) Tarso Genro. O nome de Olívio foi uma surpresa. É um sujeito honrado.
JC - O senhor já disputou com ele na eleição passada.
Lasier - Enfrentei ele, venci. Foi uma disputa limpa, respeitosa. De qualquer maneira, quem viesse do PT iria endurecer. O Olívio vai endurecer a campanha.
JC - As novas alianças podem alterar este cenário?
Lasier - Para nós, vai ser importante a definição do Leite, se ele vai ficar com uma candidatura só na chapa dele ou se vai ter dois candidatos ao Senado com as mesmas condições, que seriam eu e a Ana Amélia. Isso vai se decidir no fim de semana. De qualquer maneira é uma campanha difícil para todos os candidatos.
JC - O senhor cogita a possibilidade de mudar sua trajetória, caso essas alianças se concretizem, optando por uma cadeira na Câmara dos Deputados?
Lasier - Não quero decidir nada por enquanto. Quero esperar as convenções do final de semana, a do PSD e do PSDB. A partir do que ficar decidido, é que vamos avaliar. Tenho andado muito pelo interior, estou a caminho do 75º município, e sempre muito bem recebido, com auditórios cheios. A recepção que tenho me faz suspeitar de algumas pesquisas divulgadas, a não ser uma que o meu partido fez em 25 cidades. Nesta, fiquei muito bem colocado: junto com o Mourão e um pouco à frente da Ana Amélia, mas como ela é restrita em um espectro de 497 municípios, não é uma boa referência. Mas não quero definir nada antes do final de semana.
JC - Essa recepção a que o senhor se refere não impulsionaria, da mesma forma, uma cadeira na Câmara do Deputados?
Lasier - Sim, para a Câmara dos Deputados eu teria uma votação praticamente certa. Eu tenho alguns dos meus projetos na Câmara, mas a maioria está no Senado. Eu entendo, e muitas pessoas têm me dito, que não posso ficar fora do Congresso.
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