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Política

- Publicada em 24 de Junho de 2022 às 00:35

Investigação tem nova fase e mira crime organizado

Investigadores da Polícia Federal (PF) voltaram nesta semana a Atalaia do Norte (AM), a cidade mais próxima da terra indígena Vale do Javari, para uma nova fase das investigações sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A apuração é da Folhapress. 

Investigadores da Polícia Federal (PF) voltaram nesta semana a Atalaia do Norte (AM), a cidade mais próxima da terra indígena Vale do Javari, para uma nova fase das investigações sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A apuração é da Folhapress. 

O objetivo nessa nova fase é a análise de contradições nos depoimentos já prestados, a coleta de mais provas e a tentativa de identificação de eventuais mandantes.

A investigação é feita em conjunto com a Polícia Civil do Amazonas e é acompanhada pelo Ministério Público do estado e pelo Ministério Público Federal (MPF), também numa operação conjunta.

Fontes do MPF afirmaram à Folha que uma das hipóteses investigadas é de que os pescadores ilegais envolvidos no crime sejam financiados ou armados por alguma organização criminosa com atuação na região.

Mas, segundo essas fontes, não há até agora elementos suficientes para a transferência da investigação à competência federal de forma exclusiva. Isto ocorreria, por exemplo, em caso de constatação de influência direta do narcotráfico internacional nas mortes de Bruno e Dom.

O primeiro a confessar participação nos assassinatos foi o pescador Amarildo Oliveira, o Pelado, segundo informação divulgada pela PF. Ele vivia na comunidade São Gabriel, na margem do rio Itaquaí, fora da terra indígena.

A confissão de Pelado ocorreu na noite de 14 de junho, segundo a PF. No dia seguinte, ele foi levado pelos policiais à área isolada onde foram encontrados os primeiros pertences de Bruno e Dom. Os corpos dos dois foram achados no mesmo dia 15, a partir das indicações feitas por Pelado. Ele está preso temporariamente, assim como um de seus irmãos, Oseney de Oliveira (o Dos Santos), que nega participação no crime.

Ainda de acordo com a PF, um terceiro suspeito, que também confessou participação nos assassinatos, é Jefferson da Silva Lima. A Justiça determinou a prisão temporária de Lima. Já um quarto suspeito foi preso nesta quinta-feira em São Paulo. Outras quatro pessoas são suspeitas de atuar da ocultação dos corpos.

Os depoimentos de Pelado contêm algumas contradições, como sobre ter efetuado os disparos. Essas divergências, segundo policiais, ocorreram por uma tentativa do pescador de tentar emplacar uma versão segundo a qual ele teve uma participação menor no duplo homicídio, com menos crueldade. A polícia constatou que Bruno foi alvejado à queima-roupa.

O que investigadores tentam descobrir é se há uma conexão efetiva entre os pescadores ilegais e os compradores desses peixes que também atuariam no tráfico de drogas. A suspeita envolve um peruano de apelido "Colômbia" que vive na região. A investigação tenta avançar sobre a possibilidade de financiamento à atividade de pesca ilegal, em especial o pirarucu.

Folhapress
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