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Opinião

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- Publicada em 05 de Agosto de 2022 às 20:53

As tendências do mercado de construção civil

Daniel Fazenda Freire
Nos últimos meses, o Índice Nacional de Custo da Construção, confeccionado e divulgado pela Fundação Getulio Vargas, continua afetando o mercado imobiliário. O cimento, é um dos insumos que mais se valorizou, com uma alta de 3,15% em junho. Somente no primeiro semestre o cimento teve um aumento de 16,84% no seu preço.
Entretanto, não foi apenas o cimento que subiu de preço: outros insumos apresentaram preços elevados nos últimos meses, especialmente os vergalhões e os arames de aço de carbono, que tiveram aumentos de 1,64%, 6,97% e 3,06%, entre abril, maio e junho, respectivamente.
O mercado de construção teve um boom, principalmente em duas frentes: edifícios residenciais, devido às taxas de juros baixas que chegaram a 2% em 2020, e com a pandemia, as pessoas tiveram a necessidade de mudar de residência, reformar ou ter alguma segunda casa fora das cidades onde vivem. Com isso, os preços de serviços e materiais tiveram aumento significativo nos últimos 36 meses.
Devido ao grande aumento de lançamentos residenciais, e com o aumento da taxa de juros e dos valores de materiais e serviços na construção, a probabilidade de termos estoque excedente no mercado residencial fica cada vez maior.
A partir de 2023, chegaremos em um momento muito importante: o repasse das construtoras para os compradores. Com o aumento da taxa de juros, podem existir mais distratos do que o provisionado, e com isso, uma acomodação dos valores. E sendo assim, só se manterá no mercado quem tiver competitividade e saúde financeira para isso.
Dependendo do que acontecer com a eleição e com as taxas de juros do Brasil, isso poderá causar mais uma recessão no mercado, onde algumas incorporadoras irão sofrer. Em paralelo, os prestadores de serviço e materiais que não forem realmente competitivos, desde comercial até a entrega final, também devem desaparecer nos próximos 3 anos.
O aumento no custo da construção civil também muda a relação do mercado com a tecnologia. Construções modulares e a racionalização do sistema construtivo estão em pauta, mas devido ao valor maior que a construção tradicional, os métodos não têm tanta demanda. Por outro lado, isso deve também crescer, pois com o aumento do volume, as técnicas devem ser barateadas ficando mais competitiva ao consumidor final.
Engenheiro civil e diretor da D2TECH
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