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Publicada em 17 de Novembro de 2025 às 00:25

Guaíba terá protagonismo na pesquisa de novos produtos em celulose

Uma das unidades de Guaíba da CMPC pode ser dedicada ao desenvolvimento de produtos especiai

Uma das unidades de Guaíba da CMPC pode ser dedicada ao desenvolvimento de produtos especiai

Fabiano Panizzi / CMPC / JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Com a perspectiva de iniciar as obras da nova planta industrial em Barra do Ribeiro, na região Centro-Sul, no próximo ano, a CMPC prepara o terreno, também em Guaíba, onde está e seguirá a sua produção de celulose, para consolidar entre os municípios vizinhos o maior complexo produtor de celulose do mundo, com capacidade para suprir, somadas as três fábricas - duas em Guaíba e uma futura em Barra do Ribeiro -, 4,9 milhões de toneladas para o mundo.
Com a perspectiva de iniciar as obras da nova planta industrial em Barra do Ribeiro, na região Centro-Sul, no próximo ano, a CMPC prepara o terreno, também em Guaíba, onde está e seguirá a sua produção de celulose, para consolidar entre os municípios vizinhos o maior complexo produtor de celulose do mundo, com capacidade para suprir, somadas as três fábricas - duas em Guaíba e uma futura em Barra do Ribeiro -, 4,9 milhões de toneladas para o mundo.
"Não estabelecemos uma divisão de mercado ou de produtos especificamente entre cada uma das unidades. A ideia é que elas tenham muita sinergia entre os processos e otimização logística. Mas teremos a possibilidade de, em Guaíba, desenvolvermos novos produtos e concentrarmos um controle maior da qualidade da produção florestal", diz o diretor geral de celulose da CMPC, Antônio Lacerda.
Do ponto de vista industrial, adianta o dirigente, é possível que uma das unidades de Guaíba seja dedicada ao desenvolvimento de produtos especiais. Trata-se da unidade com capacidade de 400 mil toneladas de celulose por ano. A outra, produz até 2 milhões de toneladas. A nova unidade, em Barra do Ribeiro, chegará a 2,5 milhões de toneladas de celulose anuais. O que será desenvolvido, não está definido.
"É o mercado que define a nossa demanda ou a necessidade de cada tipo de produto  partir da celulose. E o desenvolvimento se dá durante o processo industrial. Para cada destinação, a celulose tem características diferentes. Em alguns usos, o tempo de cozimento é maior ou menor, para a produção ao setor de higiene, por exemplo, é preciso uma qualidade maior de tração, já para o setor de vestuário, a alvura da celulose é importante, com maior capacidade de absorção de corantes. Nós consultamos os clientes e a partir daí sabemos as necessidades futuras da produção", detalha Lacerda.
Esses clientes estão fora do País. Mais de 90% da produção gaúcha de celulose é destinada à exportação. Guaíba foi o quinto município gaúcho em vendas ao Exterior entre janeiro e setembro, com a negociação de US$ 776,8 milhões - redução de 11% em relação ao mesmo período de 2024. A celulose responde por 85,9% das exportações, com uma redução ainda maior, de -16,5% negociados. A maior fatia, em valores, é destinada à China, que recebeu 25% das exportações de Guaíba, outros 11,3% foram para os Estados Unidos.
Cada um desses mercados, porém, tem exigências diferentes. Na China, por exemplo, somente um comprador, do setor de vestuário, absorve 15% da produção da CMPC em Guaíba. A maior fatia das vendas, porém, é destinada à higiene. É o setor para o qual a empresa envia anualmente pelo menos 300 mil toneladas de celulose para os Estados Unidos.
Tamanha especificação exige também maior controle no início da cadeia produtiva, sobretudo quando há a perspectiva de crescimento exponencial no plantio de eucaliptos no Estado. Será instalado em Guaíba uma nova estrutura de laboratório fitossanitário.
"Chegaremos a 650 mil áreas totais de florestas plantadas que servem de base para a nossa produção, um crescimento de mais de 60% em relação à atual área. Neste contexto, é importante termos um controle fitossanitário cada vez mais próximo para proteção dessas áreas. Teremos neste laboratório uma estrutura preparada para nos anteciparmos a pragas, com a pesquisa muito perto do plantio", explica Antônio Lacerda.
Segundo ele, a produção no Rio Grande do Sul, em relação ao clima e características de solo, é diferente de qualquer outra região. O que, por si só, explica a necessidade de instalação em Guaíba dessa estrutura, que não pode operar, por exemplo, no Chile, onde fica a matriz da CMPC.
Neste ano, a multinacional investe R$ 370 milhões na sua estrutura em Guaíba, com a manutenção e a parada programada executada em 2025. Entre as melhorias promovidas está a desativação total da caldeira movida a carvão, e agora somente por energia limpa. Já no projeto de Barra do Ribeiro, a empresa já desembolsou R$ 200 milhões na fase de licenciamentos.

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