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AGRO Notícia da edição impressa de 06 de Fevereiro de 2024.

Em Campo Bom, tecnologia auxilia na produção de hortaliças

Viveiro criado em 1990 na cidade tem mais de 40 milhões de mudas

Viveiro criado em 1990 na cidade tem mais de 40 milhões de mudas


/JULIA CHAGAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES
A produção de mudas de hortaliças, com uso de alta tecnologia e irrigação, tornou-se destaque no Rio Grande do Sul e hoje ocupa o oitavo lugar entre os viveiros no Brasil que mais fazem mudas de tomate. O Sítio Vida Nova, localizado no interior de Campo Bom, na região do Vale do Rio do Sinos, se destaca pela produção de tomateiro enxertado, mas também realiza mudas de alface, brócolis, repolho, couve flor, rúcula, pimentão, beterraba, melão, melancia, pepino, beringela, cebola, tempero verde, salsa e espinafre.
A produção de mudas de hortaliças, com uso de alta tecnologia e irrigação, tornou-se destaque no Rio Grande do Sul e hoje ocupa o oitavo lugar entre os viveiros no Brasil que mais fazem mudas de tomate. O Sítio Vida Nova, localizado no interior de Campo Bom, na região do Vale do Rio do Sinos, se destaca pela produção de tomateiro enxertado, mas também realiza mudas de alface, brócolis, repolho, couve flor, rúcula, pimentão, beterraba, melão, melancia, pepino, beringela, cebola, tempero verde, salsa e espinafre.
Ao todo, são cerca de 40 milhões de mudas diversas e 5 milhões de mudas de tomateiro comercializadas anualmente para produtores gaúchos, mas também enviadas para outros estados. O viveiro iniciou as atividades na década de 1990, construído pelo casal José Cristiano Jaeger e Loiva Ivoni Jaeger. Hoje o empreendimento rural é administrado pela segunda geração familiar, pelos filhos Angélica Cristina Jaeger Mendes e seu marido Deiverson Matos Mendes, e Cristiano Elias Jaeger e sua esposa Michele Costa Jaeger.
O método inovador adotado pelo Sítio Vida Nova é a enxertia do tomateiro, que consiste numa técnica que confere ganhos em potencial produtivo, qualidade dos frutos, resistência às pragas de doenças e, por consequência, melhor qualidade do alimento para o consumidor. "A enxertia consiste na junção de duas plantas e fizemos isso de forma manual e adotamos essa prática porque hoje ela é uma necessidade dos nossos produtores", afirmou Deiverson Matos Mendes que atua no dia a dia do viveiro.
Há oito anos a família também investiu na irrigação por microaspersão automatizada, que lançam gotículas de água e levam precipitação mais suave, facilitando as tarefas diárias e aumentando a produtividade e desempenho das mudas. "Graças a Deus a gente pode dizer, como uma empresa familiar, que somos bem conceituados no ramo de tomate, e também das outras variedades de hortaliças que produzimos, nos tornando referência em mudas no Rio Grande do Sul e no Brasil", destacou o produtor Mendes.
Baldissera, que acompanhou todo o processo de criação do viveiro, afirmou que é um viveiro que cresceu e que o trabalho da Emater, desde 1998, de acompanhamento e assessoramento técnico. "O trabalho da Emater em toda a linha do tempo foi importante também para trazer ações, não só de assistência técnica, mas também de projetos de crédito rural para empreendimentos de médio porte, em conjunto com a gestão municipal, com as Secretarias de Estado e com as políticas públicas desenhadas pelo governo federal", destacou.
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