Representantes da Prefeitura assinaram, nesta segunda-feira (15), o contrato para a elaboração dos projetos de revitalização interna do Edifício João Fontoura Borges, conhecido como prédio da antiga Sede da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes (SUCV), no Centro de Santa Maria. O ato de assinatura ocorreu no gabinete do prefeito e formalizou a contratação de serviços técnicos especializados de arquitetura e engenharia.
Estes serviços estão orçados em R$ 270 mil, que serão custeados com recursos da Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas. A empresa contratada é a Edegar B. Luz - Consultoria e Projetos de Restauro LTDA, de Porto Alegre. A contratação ocorreu via inexigibilidade de licitação. Os trabalhos contarão com a atuação do reconhecido arquiteto Edegar Luz, referência internacional em restauração de patrimônios históricos, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura.
O estudo envolve levantamento e diagnóstico, elaboração do projeto básico e projeto executivo, entre outros itens, tendo 180 dias para ser concluído. Como resultado, serão concebidos o projeto arquitetônico de revitalização, o detalhamento, os projetos complementares, o memorial descritivo e a planilha orçamentária. Estes documentos são necessários para que, no futuro, seja contratada empresa para realizar a revitalização.
Conforme o termo de referência, a Prefeitura de Santa Maria pretende incrementar a função que o edifício desempenhava até a interdição, utilizando-o para atividades culturais como exposições, mostras e oficinas de arte, bem como para sediar a Secretaria de Cultura e outros órgãos. A estrutura icônica faz parte do Distrito Criativo Centro-Gare.
O Edifício João Fontoura Borges, conhecido como prédio da antiga Sede da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes - SUCV, está localizado na Rua Venâncio Aires, nº 1934, esquina com a Avenida Rio Branco. Foi construído entre 1923 e 1926 - embora a pedra fundamental tenha sido assentada em 20 de dezembro de 1922 - sendo inaugurado em 20 de setembro de 1926. O nome dado ao edifício é uma homenagem ao presidente da entidade na época.
A edificação é um exemplo arquitetônico da época, mostrando requinte decorativo no exterior e interior da construção. A arquitetura da edificação é considerada eclética, demonstrando harmonia nas formas, porém com diferenças formais entre os andares. Foi influenciado pelo movimento eclético e Art Nouveau. Em 14 de dezembro de 1993, teve suas fachadas reconhecidas oficialmente como Patrimônio Histórico de Santa Maria, através da lei n° 3724/93.
Com exceção das lojas do térreo, de propriedade privada, o prédio possui 1.719,05m² de área construída distribuído em 5 pavimentos de propriedade da Prefeitura Municipal e de uso comum (incluindo os acessos principal e secundário localizados no térreo). Em janeiro de 2011, parte do imóvel foi desapropriado pelo Município, invocando o interesse público que existe sobre o prédio, localizado no Centro da cidade. De 2017 até 2020 foi sede da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, momento em que a edificação foi interditada. Em agosto de 2022, a fachada do prédio foi revitalizada.

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