Na esteira da recuperação da região após as chuvas, o presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Charles Rossner, afirmou que a entidade, junto com as prefeituras, está trabalhando em um plano de retomada para o setor ainda em 2023. A ideia é anunciar, em novembro, um grande evento de fim de ano que envolva as cidades do Vale do Taquari para, principalmente, mostrar aos visitantes que os atrativos turísticos da região estão em operação - e que setores como hotéis e restaurantes podem voltar a receber os turistas.
Conforme Rossner, o maior impacto causado pela cheia de setembro do rio Taquari na parte turística foi em áreas de uso comum, como praças e parques das cidades. Em algumas delas - cita como exemplo Estrela e Lajeado - esses locais já foram liberados, ou estão em processo de reabertura ao público. No entanto, os demais atrativos que servem de apoio aos turistas já voltaram a operar.
"O Cristo Protetor, em Encantado, e o Trem dos Vales tiveram um período sem visitação, mas todos os acessos a eles, bem como a estrutura para os turistas está em funcionamento. Algumas cidades estão com situação mais grave, como Roca Sales e Muçum, mas não reflete toda a região", explica.
De acordo com levantamento feito pela Amturvales, o fechamento desses dois atrativos, em específico, causou um prejuízo estimado de R$ 5 milhões ao trade turístico. O presidente da entidade conta que, mesmo após a reabertura, os clientes estiveram receosos de comparecer nas reservas feitas, que foram canceladas ou adiadas. "E não somente para o Cristo e o Trem, mas reservas em hotéis e restaurantes também foram desfeitas", conta.
Para o líder da associação, são três pilares necessários para a retomada: a liberação de crédito de forma menos burocrática aos empreendedores, elaboração de um plano de apoio aos negócios, que deve ser feito com o Sebrae e o que ele chama da "retomada da normalidade" na região. "Queremos mostrar, nas próximas semanas, que o Vale do Taquari não é terra arrasada, ao menos no setor turístico. Há, ainda, muito o que fazer na questão de habitação, por exemplo, mas o nosso segmento precisa dos turistas novamente. É um 'dinheiro novo', que vai ajudar a todos', conclui.

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