Devido à falta de chuvas no Estado, a Corsan iniciou as obras para a transposição de água de um lago de Passo Fundo e seu transporte para o arroio Miranda até a barragem do mesmo nome, assegurando mais segurança ao abastecimento da cidade. A conclusão da obra deve ocorrer, no máximo, até esta quarta-feira (15), quando entra em operação.
O lago de onde a água será retirada é artificial, com profundidade de até 70 metros e capacidade de 700 mil m³. A obra consiste na montagem de toda a estrutura necessária para a transposição, com bombas de recalque, balsa de sustentação, geradores de energia, tubulação de adução, entre outros.
Esta é uma ação preventiva e de caráter temporário, realizada nos últimos quatro anos, sempre quando há necessidade de aumentar o volume de água do manancial. Neste ano, a obra foi necessária porque o nível na captação está 1,20 metro abaixo do nível normal. Caso ocorram chuvas significativas, a transposição de água do lago será suspensa.
Para garantir a segurança do abastecimento em Passo Fundo, desde dezembro passado a Corsan realiza a transposição de água do Jacuí para a barragem da Fazenda da Brigada. Essa também é uma ação preventiva e temporária, que vem se repetindo desde 2011 nos períodos de estiagem. No caso do Jacuí, quatro quilômetros de tubulação levam a água do rio até a barragem.
Devido ao prolongamento da estiagem, é necessário que a população tenha muita atenção quanto ao uso da água. Nesse momento, para atravessar essa situação de crise hídrica, é possível somar esforços para afastar suas consequências sobre o abastecimento.
O governo gaúcho estabeleceu, no dia 10 de janeiro, Estado de Atenção no Rio Grande do Sul por um período de 90 dias, com o objetivo principal de garantir o abastecimento da população. Conforme determina o documento, diariamente a Corsan acompanha o nível dos mananciais que utiliza para identificar antecipadamente um possível comprometimento do abastecimento. Caso seja preciso alguma ação emergencial, como construção de minibarramentos e reforços nos sistemas de captação, a Corsan está previamente autorizada a realizar a intervenção, devendo, posteriormente, iniciar os procedimentos de regularização junto aos órgãos competentes.