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Guerra da Ucrânia

- Publicada em 25 de Janeiro de 2023 às 16:24

Alemanha autoriza entrega de tanques Leopard à Ucrânia

"Fazemos o que é necessário e possível para apoiar a Ucrânia", disse o chanceler alemão, Olaf Scholz

"Fazemos o que é necessário e possível para apoiar a Ucrânia", disse o chanceler alemão, Olaf Scholz


Ronny HARTMANN/AFP/JC
AFP
Sob pressão de seus parceiros, a Alemanha autorizou nesta quarta-feira (25) o envio de tanques de guerra Leopard para a Ucrânia, que os reivindicava insistentemente para se defender melhor contra a invasão russa. De acordo com o porta-voz do governo alemão, Seffen Hebestreit, a Alemanha entregará 14 tanques Leopard 2A6 à Ucrânia e permitirá aos países europeus, que assim desejarem, fornecer a Kiev os veículos blindados em seu poder.
Sob pressão de seus parceiros, a Alemanha autorizou nesta quarta-feira (25) o envio de tanques de guerra Leopard para a Ucrânia, que os reivindicava insistentemente para se defender melhor contra a invasão russa. De acordo com o porta-voz do governo alemão, Seffen Hebestreit, a Alemanha entregará 14 tanques Leopard 2A6 à Ucrânia e permitirá aos países europeus, que assim desejarem, fornecer a Kiev os veículos blindados em seu poder.
"Fazemos o que é necessário e possível para apoiar a Ucrânia. Ao mesmo tempo, devemos evitar que o conflito se transforme em uma guerra entre a Rússia e a Otan", disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, à Câmara baixa do Parlamento.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou que esses veículos de combate podem ajudar a Ucrânia a "vencer" a guerra. E o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, transmitiu a Scholz seus "sinceros agradecimentos". 
Em Berlim, o embaixador russo, Sergei Nechaev, alertou que a decisão é "extremamente perigosa" e "levará o conflito a um novo nível de enfrentamento". "Isso nos convence mais uma vez de que a Alemanha, assim como seus aliados mais próximos, não quer uma solução diplomática para a crise ucraniana e quer uma escalada permanente", disse o embaixador.
"O objetivo é reunir, rapidamente, dois batalhões de tanques Leopard 2 para a Ucrânia", disse anteriormente o porta-voz do governo alemão. O treinamento das forças ucranianas no uso desses tanques "começará em breve na Alemanha", acrescentou o porta-voz. O pacote acordado após intensas negociações com os aliados da Ucrânia inclui apoio logístico, munição e manutenção desses tanques de combate.
A Espanha disse que está "disposta" a enviar vários dos Leopards que possui para a Ucrânia e ofereceu treinamento para operá-los e mantê-los.
O Leopard é um tanque pesado que, segundo especialistas, pode romper as linhas russas no leste da Ucrânia, 11 meses após a invasão. Esses tanques estão espalhados pela Europa, mas, para serem enviados para Kiev, precisavam da autorização da Alemanha. Nos últimos dias, o governo alemão sofreu uma tremenda pressão de seus parceiros da Otan.
O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, alertou nesta quarta-feira, antes do anúncio da decisão, que o Ocidente "superestima o potencial que (os tanques) podem dar ao Exército ucraniano". "Esses tanques queimarão, como todos os outros. São muito caros", frisou.
Do lado ocidental, as primeiras reações pela decisão de Berlim não demoraram a chegar. O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, que pressionou muito o governo alemão nos últimos dias, agradeceu a Berlim. "É um grande passo para parar a Rússia. Juntos somos mais fortes", disse ele.
Os Leopard "fortalecerão o poder de fogo defensivo da Ucrânia" e são "a decisão certa", disse o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, cujo país anunciou recentemente o envio de 14 tanques pesados Challenger 2 para a Ucrânia.
A França disse que acolheu a decisão alemã, mas o governo do presidente Emmanuel Macron ainda não decidiu se enviará seus próprios tanques Leclerc para a Ucrânia.
Segundo analistas, as hesitações da Alemanha se deviam ao temor de uma escalada militar com a Rússia. A questão gerou tensões dentro do governo de coalizão, entre o Partido Social-Democrata de Scholz, os Verdes e os Liberais.
 

Ucrânia confirma retirada de Soledar

No terreno, o Exército ucraniano admitiu nesta quarta-feira ter-se retirado da cidade de Soledar, que foi deixada nas mãos dos russos. "Depois de meses de combates difíceis (...) as forças armadas ucranianas deixaram" Soledar para "recuar para posições preparadas" com antecedência, disse à AFP o porta-voz militar para a zona leste, Serguii Cherevati.
As forças russas anunciaram a tomada desta pequena cidade no leste da Ucrânia há duas semanas. Soledar fica perto de Bakhmut, cidade que os russos tentam tomar há meses, cujo interesse estratégico é questionado por especialistas.
As tropas russas afirmaram nesta quarta-feira terem avançado sobre Bakhmut. "Há combates agora em áreas na periferia e em bairros que estiveram recentemente nas mãos do inimigo", afirmou o chefe da ocupação russa da região de Donetsk, Denis Pushilin, segundo as agências de notícias russas
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