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Internacional

- Publicada em 04 de Agosto de 2022 às 16:29

Senado dos EUA aprova entrada de Finlândia e Suécia na Otan; veja o que falta

Líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell pediu a aprovação unânime

Líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell pediu a aprovação unânime


Anna Moneymaker/Getty Images/AFP/JC
Agência Estado
Senadores dos Estados Unidos aprovaram em uma votação quase unânime a adesão da Finlândia e da Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com republicanos e democratas se unindo para abrir caminho para uma das expansões mais significativas da aliança em décadas em meio à invasão da Rússia à Ucrânia. Ainda faltam sete países a ratificarem a entrada, que precisa de aprovação de todos os 30 membros.
Senadores dos Estados Unidos aprovaram em uma votação quase unânime a adesão da Finlândia e da Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com republicanos e democratas se unindo para abrir caminho para uma das expansões mais significativas da aliança em décadas em meio à invasão da Rússia à Ucrânia. Ainda faltam sete países a ratificarem a entrada, que precisa de aprovação de todos os 30 membros.
A resolução, apoiada pelo governo Joe Biden, foi aprovada na última quarta-feira com 95 votos a favor e um contra. Eram necessários os votos de pelo menos dois terços dos senadores (67 de 100) para aprovar o texto. Biden elogiou o Senado pela velocidade com a qual ratificou os protocolos de adesão, acrescentando que a entrada de ambos os países "fortalecerá ainda mais a segurança coletiva da Otan e aprofundará a parceria transatlântica".
Todos os 30 atuais membros da Otan devem ratificar as adesões. Além dos EUA, outros 22 países já o fizeram, com mais da metade ratificando em cerca de três meses desde que as duas nações se candidataram. É um ritmo propositalmente rápido destinado a enviar uma mensagem à Rússia.
A adesão da Suécia e da Finlândia à Otan aumentaria os ativos militares da aliança, especialmente porque os consideráveis arsenais de artilharia, aviões de guerra e armas navais dos dois países já são compatíveis com os sistemas da Otan.
A expansão - considerado que a Finlândia mais que dobraria a quantidade de território da organização na fronteira direta com a Rússia - "é exatamente o oposto do que Putin imaginou quando ordenou que seus tanques invadissem a Ucrânia", disse o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Robert Menendez, um democrata.
O líder da minoria no Senado, republicano Mitch McConnell, que visitou Kiev no início deste ano, pediu a aprovação unânime. Falando ao Senado, McConnell citou os militares bem financiados e modernizadores da Finlândia e da Suécia e sua experiência de trabalho com as forças e sistemas de armas dos EUA, chamando-o de "um golpe para a segurança nacional" dos EUA. "A adesão deles tornará a Otan mais forte e a América mais segura. Se algum senador está procurando uma desculpa defensável para votar não, desejo boa sorte", disse McConnell.
Mas apesar da rápida aprovação em grande parte dos aliados, ainda faltam sete países a ratificarem: República Checa, Grécia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Hungria e Turquia, com grandes riscos de os dois últimos governos se colocarem como empecilho.
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