Isadora Jacoby

O levantamento, apresentado com exclusividade pelo GeraçãoE, mostra o perfil do jovem consumidor porto-alegrense

Pesquisa: maioria dos jovens de Porto Alegre paga as compras feitas no varejo com Pix

Isadora Jacoby

O levantamento, apresentado com exclusividade pelo GeraçãoE, mostra o perfil do jovem consumidor porto-alegrense

O GeraçãoE apresenta um recorte da pesquisa Os porto-alegrenses e o consumo, produzida com exclusividade para o Jornal do Comércio. O levantamento, coordenado pelos professores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) Stefânia Ordovas de Almeida, Clécio Araújo e Vinícius Brasil, juntamente com a mestranda Sabrina Klein, foi produzido pelos alunos deste semestre da disciplina de Pesquisa de Mercado 3LM da Pucrs e mostra os efeitos da transformação digital no comportamento do consumidor jovem da Capital. O recorte apresentado pelo GE ouviu, de forma online e presencial, 340 pessoas de 18 a 30 anos que moram em Porto Alegre.

O GeraçãoE apresenta um recorte da pesquisa Os porto-alegrenses e o consumo, produzida com exclusividade para o Jornal do Comércio. O levantamento, coordenado pelos professores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) Stefânia Ordovas de Almeida, Clécio Araújo e Vinícius Brasil, juntamente com a mestranda Sabrina Klein, foi produzido pelos alunos deste semestre da disciplina de Pesquisa de Mercado 3LM da Pucrs e mostra os efeitos da transformação digital no comportamento do consumidor jovem da Capital. O recorte apresentado pelo GE ouviu, de forma online e presencial, 340 pessoas de 18 a 30 anos que moram em Porto Alegre.

Segundo a coordenadora da pesquisa, um destaque apontado pelo material é a preferência dos jovens por um atendimento humanizado. "Quando perguntamos para esses jovens, que são pessoas de até 30 anos que têm um bom nível educacional e financeiro, se eles preferem um atendimento mais automatizado ou mais humanizado, temos mais de 60% dizendo que preferem a segunda opção. Isso é muito interessante, porque a despeito de poder ter digital, omnicanal, isso não quer dizer que as pessoas estejam prescindindo dessa humanização. A resposta da pesquisa é que ainda queremos contato humano", pontua a professora sobre os resultados. 

Outro destaque trazido na pesquisa é sobre os métodos de pagamento. O Pix, vigente desde 2020, é a escolha de 56% dos respondentes para compras no varejo físico e 66% no online. O ambiente de compras digital, destaca Stefânia, merece atenção quando o assunto é segurança de dados. "Vemos que esse consumidor jovem e bem instruído se sente moderadamente seguro. Mas, por outro lado, mais de 40% dizem que raramente ou nunca isso vai impactar de forma que elas deixem de comprar online. Existe um espaço para que essas empresas aumentem as questões de segurança, mas isso não está inibindo o consumo frequentemente", pondera a professora. 

O levantamento traz um recorte para entender os impactos do metaverso no varejo porto-alegrense de acordo com a percepção do público jovem. Os dados mostram que 32% das pessoas julgam que o metaverso vai impactar significativamente o comportamento do consumidor jovem no varejo, criando novas tendências. "Quando perguntamos se a realidade virtual é uma ferramenta de transformação digital no futuro do varejo, temos mais de 80% dos consumidores dizendo que sim. Para esses consumidores jovens, a realidade virtual é uma ferramenta que veio para ficar, não tem muito como fugir disso", destaca Stefânia, ressaltando a importância da presença das empresas no ambiente. "Esses consumidores percebem como muito forte a possibilidade do metaverso criar tendências novas, e também percebem como muito forte que essas empresas que estarão presentes no metaverso possam gerar uma experiência de consumo melhor. Estão percebendo o metaverso como um criador de tendências, experiências e um catalizador da forma como as pessoas vão consumir no futuro", afirma. Para os empreendedores, a professora destaca a importância de perceber o que é possível trazer para o dia a dia dos negócios sem descuidar das tendências que apontam no horizonte. "Temos que pôr um olho na realidade e um na perspectiva de futuro. O pé na realidade mantém a humanização do relacionamento, isso é possível pelo pequeno empreendedor, pelo pequeno varejista, que pode estar trabalhando com uma ferramenta via WhatsApp. Tem que manter isso na mão e na personalização do vendedor. Não dá para virar um atendimento automatizado estilo bancário, porque as pessoas não querem. Elas querem personalização, humanização, mesmo nos canais digitais", diz. 

 

Confira o levantamento completo

 
ARTE/JC
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Quem fez a pesquisa

O material foi produzido na disciplina de Pesquisa de Mercado 3LM da Pucrs pelos alunos Bárbara Goulart, Érica Paiva, Laura Olmos, Vittoria Parise, Bianca Lorenzini, Dara Paveglio, Julia Dierchx, Maria Eduarda Guedes, Rafaela Bertolini, Caroline Porto Alegre, Dyenifer Vidal, Matheus de Souza, Andrea Carias, Carolina Lomando, Lara Duarte, Winnie Ferreira, Camila Carnelos, Luzia Teixeira, Pedro Grazziotim, Rebecca Cechinato, André D'Arisbo, Augusto Wlach, Guilherme Bolívar, João Pedro Ramos, Yam Treviso, Antonio Paim, Graziela Pereira, Gabriela John, Laura Pesce, Luca Krás e Pedro Antonio Barbosa, sob coordenação dos professores Stefânia Ordovas de Almeida e Clécio Araújo. "Saber que o levantamento vai auxiliar os empreendedores a entender como os jovens pensam frente às mudanças tecnológicas, fez com que a pesquisa ficasse ainda mais interessante e com que o grau de importância do trabalho aumentasse", diz Bianca Lorenzini, participante da pesquisa.

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