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Esportes

- Publicada em 05 de Agosto de 2022 às 18:44

Datafolha aponta que 47% aprovam o trabalho de Tite na seleção brasileira

Tite embarcará para o Oriente Médio com os melhores índices de aprovação desde que assumiu a seleção

Tite embarcará para o Oriente Médio com os melhores índices de aprovação desde que assumiu a seleção


LUCAS FIGUEIREDO/CBF/JC
Em seu sexto ano à frente da seleção brasileira, o técnico Tite teve uma melhora na avaliação feita pelos brasileiros a respeito de seu trabalho. Segundo nova pesquisa Datafolha, 47% consideram o desempenho do treinador ótimo ou bom.
Em seu sexto ano à frente da seleção brasileira, o técnico Tite teve uma melhora na avaliação feita pelos brasileiros a respeito de seu trabalho. Segundo nova pesquisa Datafolha, 47% consideram o desempenho do treinador ótimo ou bom.
O instituto já realizou quatro consultas sobre o treinador gaúcho desde janeiro de 2018. No último levantamento, em dezembro de 2019, ele havia registrado seu pior índice, com 37% de aprovação.
Apesar da melhora de dez pontos percentuais, o índice de avaliações positivas registrado atualmente pelo técnico ainda está bem abaixo do que ele havia marcado às vésperas da última Copa do Mundo, em 2018, na Rússia. Em janeiro daquele ano, ele tinha 62% de aprovação. Em julho, o índice chegou a 64%, o maior patamar da série.
A pesquisa mais recente foi realizada entre os dias 27 e 28 de julho e entrevistou 2.556 pessoas com 16 anos ou mais em 183 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Com a atual taxa de aprovação (47%), Tite deverá embarcar para o torneio no Oriente Médio com o menor índice de ótimo ou bom para um treinador da seleção no século. Em 2022, Felipão foi para o Japão com 51%. Antes da Copa de 2006, Parreira tinha 62%. Em 2010, Dunga marcou 49%. Às vésperas do Mundial de 2014, Felipão tinha 68%. E o próprio Tite já teve um número maior em 2018, com 64%.
Apesar disso, 54% dos brasileiros acreditam atualmente que o Brasil vai vencer a Copa do Mundo no Catar. A confiança é maior do que às vésperas do Mundial na Rússia, em 2018, quando 48% apostavam no país.
Em solo russo, os brasileiros foram eliminados nas quartas de final, pela Bélgica. Mesmo com a derrota, Tite obteve um feito raro, ao ter seu contrato estendido para mais um ciclo de Copa. Desde 1978 um treinador eliminado no Mundial não tinha seu contrato renovado na seleção. Desta vez, ele já avisou que não vai seguir no cargo após o torneio.
No período em que o técnico recuperou parte do prestígio, a seleção disputou 26 partidas, com 21 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota - 85% de aproveitamento. O revés, contudo, foi diante da rival Argentina, por 1 a 0, na final da Copa América de 2021, também disputada no Brasil.
Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo no Catar a campanha foi muito tranquila: 14 vitórias e três empates. Ainda há um jogo a ser realizado --o duelo com a Argentina, interrompido no início para a retenção de jogadores visitantes que tinham entrado no Brasil violando regras de prevenção à Covid-19--, mas a campanha já um recorde.
Com 45 pontos, a seleção alcançou a melhor campanha da história do torneio classificatório no formato de pontos corridos, adotado na corrida para o Mundial de 1998. O recorde anterior era da Argentina, que somou 43 pontos no ciclo para a Copa de 2002, na qual fracassou.
MAIOR APROVAÇÃO ENTRE ELEITORES DE LULA
A pesquisa Datafolha permite analisar o perfil dos brasileiros que aprovam o desempenho de Tite à frente da seleção brasileira. O treinador é mais bem avaliado por aqueles que declaram intenção de votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 52% de ótimo ou bom. A margem de erro para essa faixa é de três pontos percentuais.
Já entre os eleitores do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), o índice de aprovação de Tite é de 42% (ótimo ou bom), abaixo portanto da média geral dos brasileiros, que é de 47%. A margem de erro para os bolsonaristas na pesquisa é de quatro pontos percentuais.
Para Juca Kfouri, colunista da Folha de S. Paulo, "não há surpresa" no fato de o técnico ter aprovação maior entre os eleitores do candidato petista. "Ele levou a taça de campeão pelo Corinthians ao Lula e foi contra a Copa América no Brasil em plena pandemia. Também disse que não levaria taça nenhuma ao Bolsonaro", lembrou.
A Copa América de 2021 originalmente seria dividida entre Argentina e Colômbia, mas chegou ao Brasil após desistência dos dois países. À época, o país vivia uma fase crítica na pandemia de Covid-19, tinha somente 10,7% da população vacinada, mais de 470 mil mortos em decorrência da doença e o risco de uma nova onda.
Por essas razões, o governo Bolsonaro foi bastante criticado pela articulação para receber a competição. Parte do elenco da seleção demonstrou insatisfação com a decisão --antes de divulgar um manifesto que não cumpriu a expectativa de ser contestador de maneira mais firme.
Enquanto ainda se falava na possibilidade de um boicote à competição, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair, chegou a chamar o técnico Tite de "hipócrita e puxa-saco" de Lula. O torneio, como se sabe, foi realizado.
Folhapress
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