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Editorial

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- Publicada em 21 de Novembro de 2022 às 20:24

Um brasileiro na presidência do BID

Roberto Brenol Andrade
Ilan Goldfajn será o primeiro brasileiro a presidir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), afirmando ter ações parecidas com as pretendidas pelo novo governo do Brasil em 2023. Segundo ele, haverá apoio aos mais vulneráveis e ações conjuntas com os países na transição para uma energia limpa.
Ilan Goldfajn será o primeiro brasileiro a presidir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), afirmando ter ações parecidas com as pretendidas pelo novo governo do Brasil em 2023. Segundo ele, haverá apoio aos mais vulneráveis e ações conjuntas com os países na transição para uma energia limpa.
Mas durante a campanha para a eleição de Goldfajn, uma ala do PT atuou para tentar adiar o pleito e ganhar tempo para indicar um novo candidato. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega chegou a enviar carta aos governadores dos países membros.
Mesmo com opiniões e até articulação no Brasil contra a sua nomeação, Goldfajn foi eleito com 80% dos votos, boa folga para chegar ao posto máximo da instituição, pela primeira vez em 63 anos - fundado em 1959, sonho de Juscelino Kubitschek em criar o BID - com um brasileiro no comando.
Para o economista e ex-presidente do Banco Central (BC), há todas as condições para uma harmonia com o governo Lula. Dentre as pautas prioritárias da sua gestão estão o apoio aos mais vulneráveis, em um cenário de inflação elevada e de alta dos juros no mundo, ações para apoiar países na transição para energias limpas, considerando mudanças climáticas, a Amazônia, além de apoio à infraestrutura física e digital.
Ilan Goldfajn, 56 anos, assume a presidência do BID no dia 19 de janeiro, por cinco anos. Indicado pelo governo Bolsonaro (PL), seu nome foi escolhido pelo ministro da Economia Paulo Guedes. Presidiu o Banco Central (BC) no governo de Michel Temer (MDB, 2016-2018) e ficou no cargo até 2019. Também chefiou o departamento de economia do Itaú Unibanco, e, recentemente, ocupava o posto de diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental.
Goldfajn lembrou que a sua candidatura foi do Brasil, com apoio da região, dos Estados Unidos, Canadá, América Central, Caribe, países da Europa, Argentina, Peru, Venezuela, Panamá, Uruguai, Paraguai e de todo o Mercosul.
Entre seus desafios, disse que o Mercosul e toda a região serão impactados pela questão global. Afirmou que haverá uma desaceleração, os juros estão altos e a dependência do BID é cada vez maior, porque os recursos multilaterais serão mais relevantes nesse cenário.
Reafirmou que a pobreza aumentou desde a pandemia e continua subindo, o que terá especial atenção dele. Que assim seja e sua presidência seja reconhecida justamente por esse esforço.
 
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