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Editorial

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- Publicada em 26 de Julho de 2022 às 20:21

Economia mundial tem problemas para superar em 2022

Roberto Brenol Andrade
A economia mundial continua sendo afetada, de forma heterogênea, por múltiplos fatores, em 2022. O impacto da crise do coronavírus, aliado à guerra da Rússia contra a Ucrânia, mostram nos indicadores de curto prazo que a atividade econômica global está desacelerando, tendo neste cenário a inflação generalizada e as condições monetárias e financeiras mais apertadas.

A economia mundial continua sendo afetada, de forma heterogênea, por múltiplos fatores, em 2022. O impacto da crise do coronavírus, aliado à guerra da Rússia contra a Ucrânia, mostram nos indicadores de curto prazo que a atividade econômica global está desacelerando, tendo neste cenário a inflação generalizada e as condições monetárias e financeiras mais apertadas.

A volta da Covid-19 na China desencadeou bloqueios fortes nas atividades daquele país, como tolerância zero contra o coronavírus. As sanções pela guerra da Rússia contra a Ucrânia somadas à continuidade dos desequilíbrios de oferta e demanda induzidos pela pandemia, bem como a insegurança alimentar e energética em vários países, no Brasil um problema da alimentação de boa parte da sua população.

No caso do petróleo, outra preocupação, pois o preço médio já valorizou 64% neste 2022, com previsão de alta de até 55%. No cenário externo temos uma forte escalada da inflação ao redor do mundo, com uma mediana, segundo o Banco Mundial, da inflação global acumulada até abril de 7,8%, o maior nível desde 2008, sendo de 9,4% nos países emergentes. Por isso registra-se a inflação fora da meta dos bancos centrais na maioria das economias com metas de inflação, em especial as avançadas e fora da Ásia.

Os Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha já têm inflação acumulada no maior nível em mais de 40 anos. Em decorrência, ocorreu a alta dos juros por parte do Federal Reserve e do Bank of England, com indicativos do Banco Central Europeu para elevação ainda em julho.

Neste cenário, aumentam as preocupações com um período de estagflação no mundo, quando temos economia caindo em meio ao aumento generalizado dos preços. Preocupam uma possível recessão nos EUA e o aumento da probabilidade de crises financeiras nos países emergentes, ainda segundo o Banco Mundial.

Mesmo que não queira vislumbrar apenas um cenário quase catastrófico, a situação narrada pelos especialistas do Banco Mundial não é nada animadora. Felizmente, no caso específico do Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) para 2022 teve revisão, saindo de um patamar baixíssimo para mais de 1,59%, o que é muito bom, pois ainda temos quase um semestre para buscar um percentual ainda maior.

No caso específico do Rio Grande do Sul, como tem ocorrido na média dos últimos anos, a agropecuária apresenta um cenário positivo, o que, confirmado, dará alento para que a economia estadual aumente e traga consigo mais atividades e geração de investimentos e empregos.

 

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