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Economia

- Publicada em 27 de Julho de 2022 às 00:35

Fiergs aponta aumento no emprego e menor ociosidade no setor

Pesquisa revelou quadro positivo para as indústrias gaúchas em junho

Pesquisa revelou quadro positivo para as indústrias gaúchas em junho


/LUIZA PRADO/JC
Com crescimento na produção e no emprego, e ociosidade menor, a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) revelou um quadro positivo para o setor no Rio Grande do Sul, em junho, apesar de os estoques continuarem excessivos. O índice de produção atingiu 51,8 pontos, acima da linha divisória dos 50, indicando aumento na comparação com o mês anterior, segundo a entidade.

Com crescimento na produção e no emprego, e ociosidade menor, a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) revelou um quadro positivo para o setor no Rio Grande do Sul, em junho, apesar de os estoques continuarem excessivos. O índice de produção atingiu 51,8 pontos, acima da linha divisória dos 50, indicando aumento na comparação com o mês anterior, segundo a entidade.

"A falta ou o alto custo da matéria-prima continua sendo o principal problema, mas o cenário melhorou bastante no segundo trimestre de 2022, ao mesmo tempo que a demanda e os juros domésticos ganharam relevância entre os principais entraves para o setor", afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

O resultado próximo dos 52 pontos na produção industrial no mês passado é ainda mais positivo se considerada a sazonalidade negativa do período, com média histórica em 47,1 pontos. O mesmo ocorre com o emprego: o índice registrou 50,9 pontos, apontando o 24º mês seguido de crescimento. A Sondagem mostrou a satisfação das empresas com as condições financeiras, mas insatisfação, ainda que menor, com as margens lucro. Apontou também acesso menos restrito ao crédito e uma desaceleração da alta dos preços das matérias-primas. Em função disso, para os próximos seis meses as empresas gaúchas projetam elevação da demanda e do emprego, além de maior disposição para investir.

A pesquisa mostra ainda aumento na utilização da capacidade instalada (UCI) de 72%, em maio, para 73%, em junho, patamar bem acima dos 68,2% da média do mês. Apesar disso, foi considerada pelos empresários abaixo da normal para o período: o índice de UCI em relação a usual foi de 47,3 pontos, 2,7 aquém dos 50 que expressam o nível usual. Já o índice de estoques em relação ao planejado repetiu o que ocorre há oito meses e manteve-se acima dos 50 pontos, praticamente repetindo o valor de maio: 51,7. A marca revela acúmulo de estoques, superando o desejável desde outubro de 2021.

Na comparação dedicada a avaliar os principais problemas enfrentados pelo setor no trimestre de abril a junho, a Sondagem revelou como maior entrave a falta ou o alto custo da matéria-prima, com 50,7% das respostas. Porém, desde que assumiu o primeiro lugar, no terceiro trimestre de 2020, esse é o percentual de assinalações mais baixo, 9,8 pontos percentuais menor ao do primeiro trimestre (60,5%) e 24,4 pontos percentuais inferior ao do segundo trimestre de 2021, de 75,1%, quando o problema atingiu seu ápice. Ganharam igualmente relevância entre o primeiro e o segundo trimestres a demanda interna insuficiente, que pulou de 25,9% das respostas para 31,8%, e as taxas de juros elevadas, de 24,6% para 30%.

Já o bloco trimestral da Sondagem relativo à situação das empresas indicou que os empresários estão satisfeitos com as condições financeiras. O índice ficou em 50,1 pontos. Os industriais gaúchos, porém, mantiveram a insatisfação com a margem de lucro operacional (45,6 pontos), embora estejam menos insatisfeitos na comparação com o primeiro trimestre, quando a pontuação chegou a 43,4. O mesmo comportamento foi registrado no acesso ao crédito, que ficou menos difícil do primeiro (40,8 pontos) para o segundo trimestre (44).

Diante desse quadro, as expectativas dos empresários gaúchos continuam similares às de junho.

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