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Cultura

- Publicada em 04 de Agosto de 2022 às 15:54

Espetáculo 'Em Chamas' retorna ao Teatro Renascença

Dramaturgia da peça dirigida por Matheus Melchionna é assinada pela indiana Manjula Padmanabhan

Dramaturgia da peça dirigida por Matheus Melchionna é assinada pela indiana Manjula Padmanabhan


SOFIA WOLFF /DIVULGAÇÃO/JC
Escrito pela dramaturga indiana Manjula Padmanabhan, o espetáculo Em Chamas evidencia os traumas do ódio dentro de sociedades polarizadas. Em solo brasileiro, a peça foi traduzida por Manoela Wolff e tomou corpo sob a direção do gaúcho Matheus Melchionna, estreando em novembro de 2019, em Porto Alegre. Passado o período mais crítico da pandemia de Covid-19, a montagem retorna aos palcos gaúchos para uma curta temporada no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307), que ocorre de 6 a 14 de agosto, sempre aos sábados e domingos, às 20h. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla, por R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).
Escrito pela dramaturga indiana Manjula Padmanabhan, o espetáculo Em Chamas evidencia os traumas do ódio dentro de sociedades polarizadas. Em solo brasileiro, a peça foi traduzida por Manoela Wolff e tomou corpo sob a direção do gaúcho Matheus Melchionna, estreando em novembro de 2019, em Porto Alegre. Passado o período mais crítico da pandemia de Covid-19, a montagem retorna aos palcos gaúchos para uma curta temporada no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307), que ocorre de 6 a 14 de agosto, sempre aos sábados e domingos, às 20h. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla, por R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).
Em cena, o elenco composto por Denizeli Cardoso, Gabriela Greco, Lauro Fagundes e Luiz Manoel conta histórias que abordam temas como democracia, violência, livre-arbítrio, compaixão e alteridade em microuniversos que querem ser ouvidos e que expõem os fracassos da humanidade enquanto sociedade. Na trama, um segregacionista faz um relato brutal sobre as chamas ocultas que incendiaram seu país; a apresentadora de um programa de televisão revela situações cotidianas extremas; um mestre de cerimônias propõe um jogo fatal onde uma plateia enuncia suas famosas últimas palavras.
Clamando pelo fim da violência, uma quarta personagem faz uma invocação aos deuses da Democracia: as pessoas. Escrito sob as cinzas de uma guerra civil na Índia, o texto extrai dessa situação específica uma amplitude narrativa que ressoa através das fronteiras geográficas. Nas palavras da autora, "há uma igualdade nas turbas violentas que transcende nações, comunidades, religiões, política. Nós vamos para a guerra em função de diferenças imaginadas entre nós e nossos inimigos, mas nós somos muito mais iguais que diferentes". Manjula conta que foi em nome dessa igualdade que escreveu estes fragmentos, "que estão sendo montados em conjunto em um único espetáculo pela primeira vez." 
Para o diretor Matheus Melchionna, a volta aos palcos do espetáculo é um momento marcante para o grupo. "Nos reinventamos durante a pandemia através de plataformas digitais, mas estamos observando o quanto esse período isolado dimensionou a força do encontro que o teatro promove", observa. Segundo Melchionna, o Coletivo Em Chamas busca, com este espetáculo, "pensar no que nos conecta enquanto humanidade e o que está em jogo na incitação à violência e à discriminação", como houve
na Índia e continua a acontecer no Brasil, principalmente nos últimos anos.
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