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Começo de Conversa

- Publicada em 02 de Outubro de 2022 às 22:35

Congestionamento de eleitores

Após as 17h, não adianta argumentar, pois não há flexibilidade na regra para entrar na fila

Após as 17h, não adianta argumentar, pois não há flexibilidade na regra para entrar na fila


TÂNIA MEINERZ/JC
Fernando Albrecht
Dava para imaginar que digitar cinco números entre três e cinco algarismos levaria o eleitor a ficar mais tempo na cabine de votação, mas o que se viu ontem foi impressionante. Zonas em que em todas as eleições anteriores se votava vapt-vupt, ontem levaram até 20 minutos cada. Em outras, havia demora que levava mais de uma hora. Resultado: filas enormes.
Dava para imaginar que digitar cinco números entre três e cinco algarismos levaria o eleitor a ficar mais tempo na cabine de votação, mas o que se viu ontem foi impressionante. Zonas em que em todas as eleições anteriores se votava vapt-vupt, ontem levaram até 20 minutos cada. Em outras, havia demora que levava mais de uma hora. Resultado: filas enormes.
 

...congestionamento no trânsito

Ao natural, o eleitor menos familiarizado com a urna eletrônica com cinco nomes já titubeia, o que dirá com casos de correção do voto, para posterior confirmação. Teve ainda o reconhecimento biométrico: em muitos casos, a máquina não lia a digital de primeira. Isso também comeu tempo na sala. Do lado de fora, foi notável o engarrafamento em toda a cidade. Porto Alegre teve movimento de dia útil em muitas avenidas.

Vai faltar divã

Quem dissesse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria perto de Lula (PT) no primeiro turno correria o risco de ser ridicularizado, porque nenhuma pesquisa de intenção de voto, nenhuma, o colocava nessa situação, salvo pequenos institutos, logo no início da campanha, que depois engrossaram o coro da inexorável vitória petista, talvez até em primeiro turno. Vai faltar divã para tanto cliente de psiquiatra.

Erro fatal

O erro dos institutos de pesquisa foi colossal. A vantagem colocada para Lula em relação a Bolsonaro era de 15 pontos percentuais nos últimos dias. Sinceramente, dá para duvidar de qualquer trabalho futuro de institutos de pesquisas. Não serão confiáveis nem para pesquisar quantas melancias tem o mercadinho da esquina. A mesma coisa ocorreu nos levantamentos para governador e senador no Rio Grande do Sul.

O tamanho da bronca

Nenhuma sondagem recente colocou Onyx Lorenzoni (PL) à frente de Eduardo Leite (PSDB), outro erro crasso. Cá e lá, se foi metodologia equivocada ou sem querer querendo, carece de uma explicação pelo menos razoável. Mais uma vez, a culpa será do eleitor. Quanto a Edegar Pretto, o percentual baixo que mostrou nos primeiros trabalhos não estavam em consonância com o tamanho histórico do PT no estado.

O bolo petista

No início da campanha eleitoral, quando Edegar Pretto tinha apenas 10% e, depois, nos últimos dias, quando aparecia com 16% das intenções de votos nas pesquisas, a página escreveu que era fora de qualquer dúvida que ele cresceria até o tamanho do PT no Rio Greande do Sul, em torno de 25%. Dito e feito.

Câmbio de candidato

A votação de Eduardo Leite abaixo do esperado é como acidente de avião, não existe causa única, é uma sucessão de eventos. Entre elas, certamente está o fato de que uma boa parte do MDB gaúcho, que queria ter candidatura própria - como ocorrera nas 10 eleições ao Piratini na redemocratização -, acabou votando em Onyx Lorenoni. Mesmo com o MDB indicando o vice de Leite. Não existe racha grátis.

Quilos diferentes

A campanha 2022 provou, mais uma vez, que debates são troca de desaforos entre os principais colocados nas pesquisas. O resto é polêmica - para usar uma expressão misericordiosa -, barraco, para definir a classificação do povo, ou chinelagem - na definição do povão. Nestes embates, ficou patente que um quilo de ataque pesa mais do que um quilo de defesa.

Cuspindo para cima

Falamos mal dos políticos o tempo todo, mas a grande verdade é que quem os elege somos nós. A falência deles também é a nossa.

Miúdas

CAMPANHA provou que o santinho físico ainda é poderoso, o digital o complementa.
FRASE de um sem-teto justificando o voto em Lula: ele não roubou dos pobres.
QUEM não joga vai para a arquibancada e aplaude. É o destino dos derrotados.
FUNDO Eleitoral distribuído entre 32 partidos políticos beirou os R$ 5 bilhões.
UNIMED Porto Alegre registrou, desde março de 2020 até setembro de 2022, 327 mil exames de RT-PCR.
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