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Começo de Conversa

- Publicada em 23 de Junho de 2022 às 20:41

Separação de resíduos na entrada de Porto Alegre


ACERVO ALFONSO ABRAHAM /DIVULGAÇÃO/JC
Fernando Albrecht
Uma paisagem na entrada da cidade - degradante, apesar de os carrinheiros pequenos empreendedores prestarem um importante serviço de seleção dos resíduos sólidos, ajudando a limpeza de Porto Alegre - não é um lugar adequado para estes depósitos, os quais geram a proliferação de pragas.

Uma paisagem na entrada da cidade - degradante, apesar de os carrinheiros pequenos empreendedores prestarem um importante serviço de seleção dos resíduos sólidos, ajudando a limpeza de Porto Alegre - não é um lugar adequado para estes depósitos, os quais geram a proliferação de pragas.

 

A parte de cada um

Sempre é importante lembrar que quando se trata de destinação do lixo, cada um deve fazer a sua parte. Separar corretamente os resíduos, além de ser fundamental ao meio ambiente, também é fonte de renda para muita gente. Ainda mais nos tempos atuais.

Tempo de sustos

Vistos de hoje, meus anos de repórter policial no final dos anos 1960 foram cruéis para os tempos atuais, mas para mim foram tempos de felicidade. Sim, eu era feliz apesar de trabalhar em dois empregos, na ZH de madrugada até as 7h, e ainda tirar a Faculdade de Jornalismo. Significava dormir duas ou três horas e folgar no final de semana a cada quatro.

Na época, um ex-brigadiano incomodava a Polícia Civil e a Brigada Militar. Não dou o nome porque pode ter parentes vivos, e filhos não tem culpa dos pecados dos pais e vice-versa. Mas o homem era danado. Tinha um braço de vingança, homem cujo apelido era Mina Velha. Por uma série de motivos, odiava o jornal ainda no tempo em que o dono era o (brilhante) jornalista Ary de Carvalho.

Em três madrugadas distintas sobrou para mim, ora com investidas do ex-brigadiano, ora com seu capanga Mina Velha. Na primeira, quando caçado pelas polícias, o ex-integrante da BM cortou a frente da viatura na rua José de Alencar e colocou uma 12 na minha cara. O fotógrafo era Sérgio Arnoud e íamos dar uma geral na 6ª DP, na Tristeza. Era um dos 10 odiados.

Nunca saberei se ele acionaria o gatilho ou se era de mentirinha, mas meio que gaguejando falei que iríamos cobrir um evento social na Zona Sul. Ele se acalmou.

Na segunda vez, voltávamos da ronda. Parávamos para tomar um café com pãozinho com manteiga e patê em lancheria na esquina da rua Uruguai com a Sete de Setembro. Quando entramos na picape Willys, ouvi um estouro acompanhado de chamas altas bem na frente do carro. Por sorte, o motorista Luizmar tinha engatado uma ré, como sempre fazia, para depois botar a primeira, mania de motora. Foi o que nos salvou. Luizmar largou a embreagem de repente, e a picape saltou para trás. Na frente, o fusca marrom do Mina Velha.

Da terceira vez, estava entrando no prédio, na época a ZH tinha redação na rua 7 de Setembro, quando ouvi um estampido. Achei que era a descarga de um fusca que passava. Fusca marrom, não caiu a ficha. O porteiro, que também era telefonista, me olhou com ar assustado. Trêmulo, apontou um buraco de bala nas pastilhas da fachada. Não foi estrondo da descarga. Foi o Mina Velha de novo.

Nem por isso o jornal fez editoriais reclamando da falta de segurança e nem a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) ou Sindicato dos Jornalistas clamaram aos céus pedindo justiça. Na época, fazia parte do jogo. É claro que por algumas horas fiquei assustado, mas passou. Mesmo com todos os perigos, posso jurar de pés e mãos juntas que eu era feliz.

Era jovem, então, o que explica quase tudo.

O pior dos mundos I

A devastação que esses dias de chuva e umidade estão causando no interior dos interiores é de lascar. Alunos de escolas e universidades não conseguem sair de casa, pontes e pinguelas arrastadas pela correnteza, safras de sustento perdidas. É triste viver no mato sem eira nem beira.

O pior dos mundos II

Sem falar nos problemas respiratórios e todos os efeitos colaterais que acompanham a intempérie. O pior é que estão órfãos. As prefeituras não conseguem dar conta, e a cidade grande só fala em Petrobras e eleição. É triste nadar de poncho contra a correnteza.

A falência do ser humano

Qualquer dia que prometa ser alegre desanda quando se ouve ou lê o noticiário sobre essa criança de três anos de Alvorada, torturada e por fim morta pela mãe e padrasto. Desde que nasceu.

Novidades no tanque

Três linhas de ônibus de Curitiba (PR) já estão circulando com novo Diesel R5 (com 5% de diesel renovável), produzido pela Petrobras na Refinaria Getúlio Vargas (Repar). O apoio é da Vibra Enrgia e Mercedes Benz.

Doação

A família Ribeiro, representada pelos filhos Rogério e Aluísio Ribeiro, fizeram a assinatura do Termo de Doação de R$ 10 milhões em apoio à construção do Hospital Nora Teixeira da Santa Casa.

Dois pesos pesados

Se considerarmos as últimas quatro eleições ao Palácio Piratini, PSDB e MDB elegeram três governadores (em 2006, 2014 e 2018). Além disso, o MDB e sempre teve protagonismo na disputa, mesmo nas derrotas. Não por acaso, lançou candidato próprio em todas as eleições ao governo do Estado desde a redemocratização. Então, não surpreende que a legenda queira manter a candidatura própria, com Gabriel Souza. Mesmo que o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) seja candidato à reeleição.

Saúde é o que interessa

O maior programa híbrido de formação técnica em saúde do Brasil tem DNA gaúcho. Promovido pela Ufrgs, por meio de convênio com o Ministério da Saúde e Conasems, o Saúde com Agente capacitará 200 mil agentes comunitários em 5.452 municípios. O lançamento teve participação do reitor Carlos Bulhões.

Fórum Panrotas

O sócio da Cervejaria Edelbrau, de Nova Petrópolis, Fernando Maldaner apresentou no Fórum Panrotas de viagens e turismo, em São Paulo, o case de eficiência energética e o espaço de visitação interativo. A Edelbrau foi indicada pelo Sebrae-RS.

O café é de menos

O pior não é o café frio no último ano dos governos. O pior é que a máquina administrativa é comunicativa, digamos assim, vai para o espaço e só não é pior porque abnegados não deixam cair a peteca.

Protocolo familiar

A head jurídico do escritório de advocacia Sáloa M. Neme da Silva & Advogados Associados, Karime Costalunga, será uma das instrutoras do workshop online Protocolo familiar: do evento do IBCG (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) nos dias 28 e 29 de junho.

Começa lá embaixo

O maior acerto da campanha "Quem ama cuida" (a cidade) da prefeitura da Capital é levá-la para as escolas. Poucos adultos sujismundos serão convertidos. Na criançada, a salvação.

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