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Câmara de Porto Alegre

- Publicada em 13/10/2021 às 20h17min.

Parlamentares debatem veto do prefeito ao passaporte vacinal em Porto Alegre

Não houve quórum na sessão para votação da matéria em plenário

Não houve quórum na sessão para votação da matéria em plenário


/Ederson Nunes/CMPA
João Gabriel Pezzini
Na sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre desta quarta-feira (13), os vereadores discutiram o veto do Executivo ao projeto que instaura o chamado passaporte sanitário ou passaporte vacinal, que permitiria apenas pessoas vacinadas em jogos de futebol e outros eventos.
Na sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre desta quarta-feira (13), os vereadores discutiram o veto do Executivo ao projeto que instaura o chamado passaporte sanitário ou passaporte vacinal, que permitiria apenas pessoas vacinadas em jogos de futebol e outros eventos.
O vereador Claudio Janta (SD), discursou contra o veto. O parlamentar argumentou que o governo deve ter sido mal assessorado quanto ao custo de apresentar o passaporte, pois, segundo ele, isso pode ser feito de forma online na compra dos ingressos sem custo algum. Janta ainda destacou a importância da vacina para não proliferar o vírus e alegou que em alguns restaurantes estão dando até cortesias aos clientes que apresentarem a carteira de vacinação.
O petista Leonel Radde também falou da importância da vacinação e argumentou que países como Estados Unidos, Israel e parte da Europa já estão utilizando o passaporte vacinal. O parlamentar ainda indagou a decisão do prefeito Sebastião Melo (MDB) de vetar o projeto. "O governador Eduardo Leite (PSDB) está decretando o passaporte vacinal no Estado, e estava com o prefeito Melo (na Espanha), parece que não dialogaram muito bem os dois, né? Eduardo Leite vem de imediato e determina o passaporte vacinal, e Sebastião Melo veta a exigência do passaporte vacinal para a entrada em eventos esportivos". Radde ainda destacou como a vacinação diminuiu o número de casos e mortes no Brasil. "Tínhamos 3 mil mortes na média antes da vacinação, hoje chegamos a uma média, alta ainda, mas de 500 mortes, 300 mortes. Se isso não é um dado científico suficiente para demonstrar a relevância e a urgência da vacinação, não sei que outro dado poderíamos trazer para o debate".
Felipe Camozzato (Novo) alegou que a Câmara não deveria, em um período de excepcionalidade como o da pandemia, consolidar uma lei para o processo do passaporte, e sim ser feito através de um decreto. Segundo o vereador, as regras de distanciamento e convivência durante a pandemia mudam constantemente, e ainda existe a possibilidade de ser encontrado um remédio para o Covid. "Imaginem um cenário em que avancemos em termos de tecnologia farmacêutica e epidemiológica, e tenhamos que revogar essa legislação que nós consolidamos em lei em vez de fazer um decreto", ponderou.
A derrubada do veto não foi votada na ordem do dia por falta de quórum.
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