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Política

- Publicada em 26 de Julho de 2021 às 20:15

Veto ao Fundo Eleitoral deve ser até o limite da inflação, afirma Bolsonaro

Jair Bolsonaro justificou corte na verba eleitoral ao deixar o Alvorada

Jair Bolsonaro justificou corte na verba eleitoral ao deixar o Alvorada


/Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que seu veto ao Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso se aplica apenas à parcela deste montante que excede o valor da verba destinada às campanhas dos partidos para o pleito de 2020 reajustado pela inflação. Segundo ele, os recursos utilizados nas eleições municipais chegam a quase R$ 4 bilhões, com a correção monetária. Assim, seriam retirados cerca de R$ 2 bilhões do valor estabelecido pelos parlamentares na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O presidente alegou que incorreria em crime de responsabilidade caso cortasse integralmente a verba do chamado fundão.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que seu veto ao Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso se aplica apenas à parcela deste montante que excede o valor da verba destinada às campanhas dos partidos para o pleito de 2020 reajustado pela inflação. Segundo ele, os recursos utilizados nas eleições municipais chegam a quase R$ 4 bilhões, com a correção monetária. Assim, seriam retirados cerca de R$ 2 bilhões do valor estabelecido pelos parlamentares na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O presidente alegou que incorreria em crime de responsabilidade caso cortasse integralmente a verba do chamado fundão.
"Deixar claro uma coisa, vai ser vetado o excesso do que a lei garante. A lei prevê quase R$4 bilhões. O extra de R$ 2 bilhões vai ser vetado. Se eu vetar o que está na lei, eu estou em curso de crime de responsabilidade", justificou aos apoiadores na manhã desta segunda-feira (26) na saída do Palácio da Alvorada.
Em seguida, Bolsonaro se queixou de críticas e admitiu a possibilidade de não chegar ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Pesquisas divulgadas recentemente têm revelado desgaste do governo perante o eleitorado e o crescimento das intenções de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Espero não apanhar do pessoal como sempre. Se o pessoal começar a bater muito vai escolher no segundo turno Lula ou Ciro (Gomes, PDT)", disse em tom de brincadeira.
O presidente também voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e cobrou novamente a implementação do voto impresso para o pleito do ano que vem. "Tá na cara que querem fraudar, de novo. Eleições democráticas são aquelas que você confirma o seu voto", disse.
Bolsonaro voltou a declarar que vai apresentar, na próxima quinta-feira (29), em uma live, que deve ser transmitida no Ministério da Justiça, provas de que houve fraudes em eleições anteriores. De acordo com o presidente, essas provas teriam sido fornecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"São três momentos que é inacreditável o que a gente vai mostrar com fotografias, de dados fornecidos pelo próprio TSE. Se bem que faltam mais dados ainda que não entregaram. Então, logo a gente concluiu isso daí, que o trabalho não é fácil. Se bem que agora já da pra demonstrar claramente, até pela maneira como o ministro Barroso esta se posicionando, está esquisito", disse o presidente, voltando a criticar o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.
Ainda sem provas, Bolsonaro voltou a atacar dirigentes regionais, e sugerir que estados e municípios tenham inflado o número de casos e mortes por Covid para obter mais repasses do governo federal. "Quantas vezes vocês já ouviram falar, ou viram vídeos, a pessoa chegou no hospital, não tinha Covid, foi pra UTI de Covid, porque custa R$2.000 UTI de Covid. A UTI normal, R$ 1.000,00. Então, é interesse de super notificação", declarou o presidente.
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