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Governo federal

- Publicada em 03h00min, 19/01/2021.

Bolsonaro alfineta Doria e diz que vacina é do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rompeu o silêncio sobre a aprovação das vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e disse, ontem, que a Coronavac, imunizante que já criticou diversas vezes, é a "vacina do Brasil" e não de "nenhum governador", numa crítica a João Doria (PSDB), de São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rompeu o silêncio sobre a aprovação das vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e disse, ontem, que a Coronavac, imunizante que já criticou diversas vezes, é a "vacina do Brasil" e não de "nenhum governador", numa crítica a João Doria (PSDB), de São Paulo.
Bolsonaro falou sobre o assunto em conversa com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada ontem. "Está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador não, é do Brasil", afirmou.
Foi a primeira manifestação pública de Bolsonaro desde que, no domingo, a Anvisa aprovou, por unanimidade, a autorização para o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca. Minutos depois a Coronavac começou a ser aplicada em São Paulo em evento capitaneado por Doria, impondo uma derrota ao governo federal na queda de braço pelo início da imunização.
Na contramão do que dizem autoridades de saúde, inclusive a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o presidente Jair Bolsonaro voltou a insistir no tratamento precoce contra a Covid-19. "Não desistam do tratamento precoce. Não desistam, tá? A vacina é para quem não pegou ainda. E esta vacina que está aí é 50% de eficácia. Ou seja, se jogar uma moedinha para cima, é 50% de eficácia. Então, está liberada a aplicação no Brasil", disse Bolsonaro a apoiadores. "No que depender de mim, não será obrigatória. É uma vacina emergencial, 50% de eficácia. É algo que ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não", completou.
 

Rodrigo Maia reitera críticas a presidente e ministro da Saúde

Maia parabenizou governador 
de São Paulo pela vacinação
Maia parabenizou governador de São Paulo pela vacinação
/CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reiterou as críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde no combate à pandemia. Em entrevista, o deputado lembrou que, no passado, Bolsonaro dizia que o Ministério da Saúde não iria adquirir doses da Coronavac, vacina produzida pelo laboratório Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. "O presidente disse várias vezes que não compraria vacina chinesa, porque quem mandava era ele. Mas na hora da verdade, a coragem não é tão grande. É corajoso até uma parte da história", atacou Maia.

O presidente da Câmara também parabenizou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e disse que Pazuello fez um "papelão", querendo, segundo ele, se beneficiar da conquista do tucano. "Apesar do papelão do ministro Pazuello, agora querendo capturar também o tema das vacinas, pelo menos eles compraram as vacinas e, para a nossa felicidade, pelo menos 6 milhões de brasileiros estarão imunizados nas próximas semanas", concluiu.

Maia ainda afirmou que o Ministério da Saúde não tem planejamento para a vacinação da população e que Pazuello se mostrou um "fracasso" no que era considerado o seu ponto forte ao assumir a pasta: experiência na área de logística. "O que me estranha é que, quando o ministro Pazuello foi escolhido, e acho que ele é um bom militar, o que o levou ao ministério era ser um homem bom de logística. Mas ele provou um fracasso, pelo menos até o momento", ressaltou.

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