Porto Alegre, quarta-feira, 13 de janeiro de 2021.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

congresso nacional

- Publicada em 21h31min, 12/01/2021.

MDB confirma Simone Tebet para disputa no Senado

Anúncio do nome de Simone Tebet foi feito após reunião da bancada emedebista do Senado

Anúncio do nome de Simone Tebet foi feito após reunião da bancada emedebista do Senado


MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO/JC
A bancada do MDB no Senado confirmou nesta terça-feira (12) a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência da Casa, em um movimento antecipado depois de a sigla ver o crescimento de seu adversário direto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa.
A bancada do MDB no Senado confirmou nesta terça-feira (12) a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência da Casa, em um movimento antecipado depois de a sigla ver o crescimento de seu adversário direto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa.
O anúncio foi feito à tarde, após reunião da bancada emedebista do Senado, em Brasília.
Inicialmente, seria apenas um evento para a filiação de dois senadores: Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Rose de Freitas (ES). No entanto, a bancada decidiu antecipar sua reunião para a definição rápida do nome.
Pacheco conta com o apoio oficial de sete partidos (DEM, PL, Pros, PSC, PSD, PT e Republicanos), que reúnem 32 senadores. No entanto, a votação é secreta e podem ocorrer traições.
O senador por Minas Gerais é o candidato do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que se engajou na disputa participando pessoalmente de muitas articulações.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também já declarou que seu candidato seria o senador mineiro, em uma reunião no Palácio do Planalto na semana passada.
O MDB havia dito em dezembro que teria candidato único para a disputa no Senado, o que foi visto na ocasião como um sinal de união para evitar os erros da eleição de 2019 - quando divisão interna resultou na perda do comando da Casa para Alcolumbre.
Quatro pré-candidatos começaram a corrida pela indicação da bancada emedebista, que estabeleceu como critério para a escolha o maior apoio obtido com outros partidos: Tebet, o líder da bancada, Eduardo Braga (AM); o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE); e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (TO).
Bezerra e Gomes praticamente caíram fora da disputa na última sexta-feira (8), quando o primeiro se reuniu com Bolsonaro no Planalto e ouviu dele que apoiaria Pacheco.
As chances de Braga foram praticamente anuladas nesta segunda-feira (11), quando a bancada do PT anunciou adesão à candidatura de Pacheco. O líder do MDB era o único da bancada com trânsito entre os petistas e via no apoio da oposição um trunfo para obter a indicação.
Com a corrida afunilada, Braga chamou Tebet para uma reunião na manhã desta terça-feira, para alinhar os principais pontos da candidatura e o tom da fala do líder e da candidata, ao anunciarem a escolha.
Nos próximos dias, a candidata do MDB deve receber o apoio de PSDB e Podemos, bancadas que juntas reúnem 17 senadores.
No papel, haverá um empate até o momento com os dois candidatos com apoios de partidos que correspondem a 32 parlamentares - desconsiderando possíveis traições. Tebet também deve receber o apoio do Cidadania, com três senadores, e do PSL, com dois.
Comentários CORRIGIR TEXTO