Porto Alegre, quarta-feira, 25 de novembro de 2020.
Dia do Doador de Sangue.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 25 de novembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Judiciário

- Publicada em 03h00min, 25/11/2020.

CNJ decide instaurar processo contra desembargadora que atacou Marielle

Família de Marielle Franco entrou na Justiça; Procuradoria-Geral da República defende a condenação de desembargadora

Família de Marielle Franco entrou na Justiça; Procuradoria-Geral da República defende a condenação de desembargadora


MÍDIA NINJA/DIVULGAÇÃO/JC
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta terça-feira (24), a instauração de um processo administrativo disciplinar contra a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que escreveu publicações falsas contra a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. A mesma magistrada também fez comentários ofensivos contra uma professora que tem síndrome de Down e defendeu um "paredão profilático" contra o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL). O colegiado, porém, negou afastá-la do cargo.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta terça-feira (24), a instauração de um processo administrativo disciplinar contra a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que escreveu publicações falsas contra a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. A mesma magistrada também fez comentários ofensivos contra uma professora que tem síndrome de Down e defendeu um "paredão profilático" contra o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL). O colegiado, porém, negou afastá-la do cargo.
Marília já é ré por calúnia perante a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça pelo post em que acusou Marielle Franco de ter 'ligações' com o Comando Vermelho - o que é falso. A família da vereadora assassinada moveu uma ação contra a magistrada. O caso ainda não foi julgado, mas a Procuradoria-Geral da República defendeu a condenação da desembargadora.
Agora, a magistrada deverá responder administrativamente pelas publicações. Em uma delas, feita em grupo fechado no Facebook após a notícia de que o Brasil é o primeiro país a ter uma professora com síndrome de Down, ela questionou "o que essa professora ensina a quem?" e completou: "Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?"
Comentários CORRIGIR TEXTO