Porto Alegre, quarta-feira, 18 de novembro de 2020.

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Eleições 2020

- Publicada em 12h28min, 18/11/2020. Atualizada em 13h27min, 18/11/2020.

Manuela e Melo divergem sobre ações na pandemia em primeiro debate do 2º turno

Candidatos mostraram propostas diferentes sobre a aplicação da vacina para prevenir a Covid-19

Candidatos mostraram propostas diferentes sobre a aplicação da vacina para prevenir a Covid-19


REPRODUÇÃO YOUTUBE/DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
Alguns temas realçaram a diferença entre os candidatos Sebastião Melo (MDB) e Manuela d’Ávila (PCdoB), durante o primeiro debate do segundo turno das eleições à prefeitura de Porto Alegre, realizado na manhã desta quarta-feira (18) pela Rádio Gaúcha.
Alguns temas realçaram a diferença entre os candidatos Sebastião Melo (MDB) e Manuela d’Ávila (PCdoB), durante o primeiro debate do segundo turno das eleições à prefeitura de Porto Alegre, realizado na manhã desta quarta-feira (18) pela Rádio Gaúcha.
Entre os assuntos que mais causaram divergências, foram debatidos a maneira como lidar com a pandemia de coronavírus, especialmente na aquisição da vacina; a remodelação do transporte público e o papel da Companhia Carris Porto-alegrense (Carris) na Capital; e as estratégias para melhorar o tratamento de esgoto e distribuição de água tratada na cidade, incluindo o futuro do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE).
O debate foi dividido em quatro blocos. No primeiro, os candidatos responderam perguntas formuladas pela produção ou da população. No segundo, escolheram o tema e perguntaram uns aos outros. No terceiro, responderam outra vez perguntas da produção e cidadãos. No quarto, fizeram as considerações finais.
Um dos temas divergentes foi a pandemia, que veio à tona logo no primeiro bloco. A primeira resposta foi de Manuela, que pretende agir ainda na transição, uma vez que o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) se comprometeu em encaminhar à Câmara Municipal projetos do prefeito eleito. “A primeira coisa é a gestão própria da vacina. Não posso admitir que tenhamos um debate ideológico sobre a vacinação. O presidente não quer negociar a vacina com a China. Eu quero negociar com a China, Rússia, Oxford, Instituto Butantã, com quem quer que seja que produza a vacina”, prosseguiu.
“Além disso, quero usar o FunCovid (Fundo Municipal de Combate ao Coronavírus) para promover uma política de testagem. Junto com os trabalhadores e trabalhadoras do Imesf (Instituto Municipal de Estratégia Saúde da Família) e as unidades contratualizadas, queremos formar brigadas com agentes comunitários de saúde e a população para conter o avanço da Covid na periferia. E criaremos um comitê de crise, negociando condições objetivas para que a economia permaneça aberta”.
Melo disse que não vai encaminhar nenhum projeto durante a transição. Quanto à vacina, acredita que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai compra-la e distribuí-la. “Se não comprar, vamos comprar em convênio com a prefeitura. Mas ninguém será obrigado a toma-la”, arrematou – em consonância com a opinião de Bolsonaro, que não quer vacinação obrigatória.
O emedebista prosseguiu: “Também vou constituir um comitê, reunindo infectologistas, Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul), economistas e o setor produtivo da cidade, para que a gente possa tomar decisões com muito equilíbrio. Esse abre e fecha quebrou muita gente. A economia precisa reabrir com os protocolos sanitários adequados”.
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