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relações internacionais

- Publicada em 15h37min, 07/11/2020.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia reconhece vitória de Biden nos EUA

No Twitter, Maia disse que o resultado 'restaura os valores da democracia verdadeiramente liberal'

No Twitter, Maia disse que o resultado 'restaura os valores da democracia verdadeiramente liberal'


Luis Macedo / Câmara dos Deputados / Divulgação / JC
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu a vitória do democrata Joe Biden sobre o republicano Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos. Aliado do atual mandatário americano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não se manifestou sobre o resultado, baseado em projeções da rede CNN.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu a vitória do democrata Joe Biden sobre o republicano Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos. Aliado do atual mandatário americano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não se manifestou sobre o resultado, baseado em projeções da rede CNN.
No Twitter, no início da tarde deste sábado (7), Maia disse que o resultado "restaura os valores da democracia verdadeiramente liberal, que preza pelos direitos humanos, individuais e das minorias". "Parabenizo o presidente eleito e, em nome da Câmara dos Deputados, reforço os laços de amizade e cooperação entre as duas nações", disse.
Na reta final da apuração nos Estados Unidos, que indicava o democrata Joe Biden como o favorito para ocupar a Casa Branca, Bolsonaro disse nesta sexta-feira (6) que, assim como ele não é a pessoa mais importante do Brasil, Donald Trump não é a pessoa mais importante do mundo.
Durante cerimônia de formatura de 650 policiais federais rodoviários, em Florianópolis, Bolsonaro não citou diretamente as eleições nos EUA, mas voltou a dizer que tem preferência pelo atual líder americano.
O presidente brasileiro e Trump encontraram-se diversas vezes desde o ano passado.
Durante o período, trocaram elogios, e Bolsonaro sempre fez questão de destacar o alinhamento entre os dois países, em uma relação que por muitas vezes exibiu contornos pessoas, e não institucionais.
A eleição do democrata, que já criticou o líder brasileiro e a política ambiental do governo, era indesejada por Bolsonaro. Durante o primeiro e caótico debate presidencial nos EUA, Biden disse que "a floresta tropical no Brasil está sendo destruída". À época, o presidente classificou a fala como lamentável.
Nesta sexta, Bolsonaro disse que "o momento do Brasil ainda é difícil", que assiste à política externa e tem uma preferência, uma vez que "o que acontece lá fora interessa para cada um de nós aqui dentro".
"Eu não sou a pessoa mais importante do Brasil, assim como Trump não é a pessoa mais importante do mundo, como ele mesmo bem disse. A pessoa mais importante é Deus", disse Bolsonaro
Na noite de quarta-feira (4), o presidente esperava uma virada de Trump. "A esperança é a última que morre", afirmou, ao comentar a eleição presidencial nos Estados Unidos.
Bolsonaro deu a declaração em frente ao Palácio da Alvorada, onde parou para falar com um grupo de apoiadores.
O presidente comentou o pleito americano após uma apoiadora elogiá-lo e perguntar "o que seria de nós sem o senhor e o Trump". "A gente está aqui com o coração na mão com o que está acontecendo nos Estados Unidos", disse a mulher. Em resposta, Bolsonaro afirmou: "A esperança é a última que morre".
Questionado novamente no final do encontro por outro apoiador sobre as eleições nos EUA, o chefe do Executivo adotou tom cauteloso. "Parece que foi judicializado o negócio lá num estado ou outro. Tem que esperar um pouquinho", disse o presidente.
Folhapress
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