Porto Alegre, terça-feira, 03 de novembro de 2020.

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Eleições 2020

- Publicada em 21h38min, 02/11/2020. Atualizada em 16h56min, 03/11/2020.

Campanha eleitoral à prefeitura de Porto Alegre entra na reta final

Candidatos na Capital adotam estratégias distintas no horário político

Candidatos na Capital adotam estratégias distintas no horário político


JONATHAN HECKLER/JC
Marcus Meneghetti
Faltando 10 dias para o fim da campanha eleitoral no rádio e TV em 1º turno - o horário político será exibido pelas emissoras até o dia 12 de novembro -, os candidatos à prefeitura de Porto Alegre adotaram estratégias diferentes na propaganda veiculada ontem. 
Faltando 10 dias para o fim da campanha eleitoral no rádio e TV em 1º turno - o horário político será exibido pelas emissoras até o dia 12 de novembro -, os candidatos à prefeitura de Porto Alegre adotaram estratégias diferentes na propaganda veiculada ontem. 
Nesta segunda-feira - feriado de 2 de novembro, Dia de Finados -, a primeira colocada nas pesquisas eleitorais, Manuela d'Ávila (PCdoB), direcionou sua atenção para periferias. Depois de criticar a diferença de infraestrutura entre bairros centrais e periféricos, ela e seu vice, Miguel Rossetto (PT), apresentaram propostas. "Vamos colocar a periferia no centro das decisões", falou Rossetto. Manuela detalhou: "Vamos diminuir o preço das passagens e colocar linhas de ônibus para circular dentro das comunidades; vamos abrir novas vagas em creches; e oferecer microcrédito para quem costura, tem um salão ou um mercadinho".
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Manuela d'Ávila direcionou sua atenção para periferias. Reprodução/JC
José Fortunati (PTB) - disputando a segunda colocação nas pesquisas com Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (MDB) - montou sua estratégia baseado no resultado do levantamento do Ibope divulgado na sexta-feira pela RBS, que simula um eventual 2º turno com Manuela: ela teria 41% dos votos; Fortunati, 40%. A mesma pesquisa indica que Manuela teria 43% dos votos em um 2º turno com Melo, que faria 40%. O levantamento aponta ainda que Manuela teria 45% em um 2º turno contra o atual prefeito Nelson Marchezan, que somaria 37% dos votos. Baseado nos diferentes cenários, a campanha na TV de Fortunati clamava: "está na hora de colocar no 2º turno o candidato mais preparado, mais experiente e com mais condições de vencer a Manuela. Para vencer Manuela no 2º turno, só tem um candidato: Fortunati".
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Fortunati focou no resultado do levantamento do Ibope. Reprodução/JC
Com resultados nas últimas pesquisas que o apontam um pouco mais bem colocado nos percentuais de intenção de voto (14% no Ibope e 12% na pesquisa RealTime Big Data divulgada pelo Correio do Povo ontem), Melo explorou um aspecto mais emocional, tentando desvelar um traço mais humano da sua personalidade. Depois de uma série de depoimentos de amigos, familiares e transeuntes na rua - que atestavam que Melo sempre foi atencioso com eles - a campanha afirmava que o candidato do MDB gostava de pessoas e isso faria a diferença no seu governo à frente de Porto Alegre.
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Melo explorou um aspecto mais emocional. Reprodução/JC
Também mostrando reação nas últimas pesquisas (14% na do Ibope, e 13% na RealTime Big Data), Marchezan prestou condolências aos telespectadores pelo Dia de Finados. Reconheceu que, neste ano, a data foi agravada pelas mortes causadas pela pandemia de coronavírus. "Já destinamos no orçamento de 2021 os recursos para comprar da vacina, assim que ela estiver pronta. Seremos uma das capitais que vai retomar a economia mais rapidamente. Mas, até podermos tirar a máscara e voltar aos abraços, temos que enfrentar esse desafio juntos", disse - antes de a campanha fazer um minuto de silêncio.
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Marchezan prestou homenagem às vítimas da pandemia. Reprodução/JC
Juliana Brizola (PDT) se dirigiu aos comerciantes: "darei crédito a juros baixos para a nossa economia girar. Com isso, nossos empreendedores terão o folego que precisam pra retomar o seus negócios".
O vice-prefeito Gustavo Paim (PP) entrevistou um taxista enquanto fazia uma corrida, na qual condenava a prefeitura pelos buracos nas ruas, o que, por sua vez, causava prejuízos aos taxistas. "O custo do buraco do asfalto tira dinheiro da sua família. Aí a economia da família e a de Porto Alegre acabam indo para o buraco também", falou Paim ao taxista.
Valter Nagelstein (PSD) tentou relacionar sua imagem a do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Muitos me perguntam se eu apoio o presidente Bolsonaro. Evidentemente, sim. Eu votei nele. E quero que o Brasil dê certo. Na prefeitura vou acolher toda e qualquer ajuda que o governo federal puder dar".
Fernanda Melchionna (PSOL) convidou os eleitores a visitar seu site. João Derly (Republicanos) mostrou imagens de bairros pobres e disse que aquela realidade precisava melhorar. Rodrigo Maroni (Pros) pediu votos porque já salvou muitos animais. Montserrat Martins (PV) citou lições que aprendeu na medicina e que podem ser aplicadas na política.
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