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Investigação

- Publicada em 20h38min, 21/10/2020.

Comissão de Ética do Novo decide pela expulsão de Filipe Sabará do partido

O empresário Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo, foi expulso do partido

O empresário Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo, foi expulso do partido


Reprodução/Facebook/JC/
A comissão de ética do Novo enviou e-mail aos filiados do partido informando que o empresário Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo, foi expulso da sigla por decisão unânime.
A comissão de ética do Novo enviou e-mail aos filiados do partido informando que o empresário Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo, foi expulso da sigla por decisão unânime.
Ele pode recorrer da decisão, mas o Novo já considera que ele não pertence mais ao quadro de filiados do partido.
A comissão investigava supostas inconsistências no currículo de Sabará (leia abaixo a íntegra do e-mail enviado aos filiados do Novo).
Sabará estava suspenso do Novo desde 23 de setembro, quando o partido determinou que sua campanha para prefeito de São Paulo fosse suspensa durante as investigações.
Em 1º de outubro, ele conseguiu liminar no Tribunal Superior Eleitoral e, com isso, manteve as atividades de campanha.
A decisão da comissão partiu da análise de um dossiê sobre Sabará enviado por um militante do partido em Santa Catarina.
Nos últimos meses, filiados do partido apontaram supostas incongruências no currículo do pré-candidato registrado no LinkedIn, o que fez com que Sabará gravasse um vídeo mostrando seu diploma de ensino superior.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) disse que Sabará nunca fez o curso de pós-graduação em Gerente de Cidades que constava em seu currículo.
Ele também foi criticado por suposta falta de transparência em sua declaração de bens. No documento que enviou em 19 de setembro, Sabará declarou R$ 15.686 em bens.
Filiados do Novo passaram a apontar o que viram como falta de transparência do candidato, que é herdeiro do Grupo Sabará, gigante da indústria química voltada à fabricação de cosméticos, com faturamento acima de R$ 200 milhões em cada um dos últimos anos.
Em retificação enviada em 21 de setembro, declarou ter, na verdade, R$ 5,1 milhões, divididos entre ações de uma empresa de cosméticos (R$ 5 milhões), aplicações e valores em conta.
Sabará vinha dizendo que o motivo para a investigação por parte da comissão era, na verdade, perseguição política de João Amoêdo, fundador do Novo.
Segundo Sabará, sua avaliação de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é melhor que o governador João Doria (PSDB) desagrada o ex-banqueiro.
Leia o email enviado pelo Novo a seus afiliados abaixo:
"O Diretório Nacional informa ao Diretório Municipal e aos filiados da cidade de São Paulo que foi comunicado pela Comissão de Ética Partidária (CEP) da sua decisão, por unanimidade, pela expulsão de Filipe Sabará, referente ao Processo Administrativo Disciplinar PAD (2020/014), que tratou de inconsistências em seu currículo.
Conforme Resolução Interna de nº 31, fica estabelecido o prazo de 10 dias corridos a partir da presente data para apresentação de recurso ao Diretório Nacional. O recurso não tem efeito suspensivo da decisão, de forma que Filipe Sabará está oficialmente expulso e não pertence mais ao quadro de filiados do NOVO.
Todo o rito processual seguiu rigorosamente os prazos e procedimentos previstos em nosso estatuto e na resolução que regulamenta os processos da CEP.
O Diretório Nacional reitera sua confiança nas decisões da CEP, sua transparência com o processo e o respeito à ampla defesa do denunciado."
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