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Eleições 2020

- Publicada em 20h56min, 04/10/2020. Atualizada em 13h09min, 06/10/2020.

Campanha no rádio e TV começa nesta sexta-feira

Justiça define tempo dos partidos conforme representação na Câmara

Justiça define tempo dos partidos conforme representação na Câmara


/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
Marcus Meneghetti
A campanha eleitoral no rádio e televisão começa nesta semana. Deve se estender desta sexta-feira (9 de outubro) até 12 de novembro, três dias antes do primeiro turno das eleições de 2020. Por isso, ao longo desta semana, 11 dos 13 candidatos à prefeitura de Porto Alegre devem se dedicar a finalizar a propaganda que veicularão nos meios de comunicação - os candidatos de PSTU e PCO, por não terem representação na Câmara dos Deputados, não terão tempo de TV. Na sexta-feira, ocorreu a primeira reunião entre Justiça Eleitoral, emissoras de rádio e televisão e representantes de partidos.
A campanha eleitoral no rádio e televisão começa nesta semana. Deve se estender desta sexta-feira (9 de outubro) até 12 de novembro, três dias antes do primeiro turno das eleições de 2020. Por isso, ao longo desta semana, 11 dos 13 candidatos à prefeitura de Porto Alegre devem se dedicar a finalizar a propaganda que veicularão nos meios de comunicação - os candidatos de PSTU e PCO, por não terem representação na Câmara dos Deputados, não terão tempo de TV. Na sexta-feira, ocorreu a primeira reunião entre Justiça Eleitoral, emissoras de rádio e televisão e representantes de partidos.
A campanha nos veículos de comunicação e na internet deve ganhar importância devido à pandemia de coronavírus. As medidas de isolamento social têm limitado as possibilidades de contato direto com os eleitores.
Neste final de semana, vários candidatos ao Paço Municipal reservaram algum tempo nas suas agendas para gravar parte da propaganda para o rádio e TV. A maioria dos postulantes já tem uma estratégia definida.
A líder nas pesquisas eleitorais, Manuela d'Ávila (PCdoB), quer focar nas suas propostas para Porto Alegre. Conforme sua assessoria, "vai ser uma campanha propositiva, que vai apresentar uma agenda de mudanças, para que a cidade se reencontre com a esperança de ser um lugar melhor para se viver".
O ex-prefeito José Fortunati (PTB) deve seguir uma linha parecida, focada nas propostas. Sua assessoria garante que ele "irá trazer para o rádio e TV uma campanha propositiva e de ideias, focando no seu plano de governo". O plano propõe "uma Porto Alegre inovadora, participativa e colaborativa, com objetivo de promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social dos porto-alegrenses".
O prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que concorre à reeleição, vai focar nas suas realizações à frente da prefeitura nos últimos quatro anos. "Será uma enorme prestação de contas, pois a prefeitura investiu muito pouco em mídia e as pessoas não têm conhecimento de todas as realizações do governo", projetam os responsáveis pela campanha.
O vice-prefeito Gustavo Paim (PP) deve manter o discurso que tem apresentado em vídeos nas redes sociais e nos debates realizados até aqui na campanha. Além de se apresentar como mais aberto ao diálogo - em oposição a Marchezan, a quem critica pela falta de abertura para ouvir -, Paim também se posicionará como uma candidatura de centro direita.
A assessoria da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL) informa que os programas de rádio e televisão da candidata de esquerda "vão espelhar o que a Fernanda já vem mostrando na campanha: combate à direita e compromisso social, com muita contundência".
"A campanha de João Derly (Republicanos) vai ser bastante diferente do tradicional. Vamos usar algumas estratégias de comunicação que não são usadas tradicionalmente na política. Queremos fazer as pessoas pensarem antes de votar", garantem os assessores do candidato.
O vereador Valter Nagelstein (PSD) vai se apresentar como uma alternativa aos partidos que já passaram pelo Paço Municipal. "Há tempos Porto Alegre vem perdendo o brilho. São os mesmos governantes que se revezam no poder e, enquanto isso, os mesmos problemas se arrastam durante suas gestões", avaliam os assessores.
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