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Eleições 2020

- Publicada em 16h39min, 28/09/2020. Atualizada em 16h48min, 28/09/2020.

Saúde, educação e desburocratização foram temas recorrentes em debate com candidatos à prefeitura de Porto Alegre

Os 13 candidatos apresentaram suas propostas no segundo debate da eleição municipal de 2020

Os 13 candidatos apresentaram suas propostas no segundo debate da eleição municipal de 2020


MARCO QUINTANA/JC
Marcus Meneghetti
Entre um confronto e outro durante o segundo debate eleitoral de 2020, organizado pela Rádio Gaúcha nesta segunda-feira (28), os 13 candidatos à prefeitura de Porto Alegre apresentaram suas propostas para a Capital. Embora os temas tenham sido bem diversos, três assuntos foram recorrentes: educação, saúde e desburocratização da máquina pública.
Entre um confronto e outro durante o segundo debate eleitoral de 2020, organizado pela Rádio Gaúcha nesta segunda-feira (28), os 13 candidatos à prefeitura de Porto Alegre apresentaram suas propostas para a Capital. Embora os temas tenham sido bem diversos, três assuntos foram recorrentes: educação, saúde e desburocratização da máquina pública.
Em diversos momentos, os candidatos trocaram farpas. Os principais alvos dos adversários foram o candidato à reeleição Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e a líder nas pesquisas de intenção de voto, Manuela d'Ávila (PCdoB). Entretanto, isso não impediu que todos apresentassem propostas para as mais diversas áreas da administração municipal. 
O debate aconteceu no formato de drive-in: os candidatos estacionaram seus carros no estacionamento da emissora e responderam às perguntas dentro dos veículos. Foram três blocos. No primeiro, responderam a perguntas da população. No segundo, fizeram perguntas uns aos outros. No terceiro, fizeram as considerações finais.

Confira algumas propostas apresentadas pelos candidatos. 

  • Fernanda Melchionna (PSOL): Criticou a gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) em diversos aspectos. Prometeu, por exemplo, revogar as medidas aprovadas pelo governo tucano que prejudicaram os servidores públicos municipais, como a retirada de progressões salariais da carreira dos municipários. Também se apresentou como opositora ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
  • Gustavo Paim (PP): Gustavo Paim lembrou que, como vice-prefeito, coordenou os grupos de trabalho que entregaram e encaminharam o trecho 1 e trecho 3 da revitalização da Orla do Guaíba. Elogiou as medidas de liberdade econômica adotadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e disse que, graças ao auxílio emergencial do Palácio do Planalto, a crise decorrente da pandemia não vai ser tão forte. Defendeu a redução da burocracia para os empreendedores, através de ações como o fim da necessidade de alvará para negócios de baixo risco e prazo máximo para a prefeitura dar uma resposta aos pedidos de licenciamento na Capital.
  • João Derly (Republicanos): João Derly defendeu três ações para melhorar a educação em Porto Alegre: diálogo com a sociedade na construção dos planos de educação; maior patrulhamento nas escolas para aumentar a segurança de professores e alunos; e o estabelecimento de atividades educacionais no contraturno escolar. Também defendeu a desburocratização dos trâmites para empreendimentos na Capital. Prometeu regulamentar a Lei de Liberdade Econômica municipal.
  • José Fortunati (PTB): José Fortunati defendeu as realizações da sua gestão e a interrupção de projetos pelo seu sucessor, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Prometeu reforçar os conselhos municipais e o Orçamento Participativo na cidade. Também expressou a necessidade de adaptar a cidade para as pessoas com deficiência.
  • Juliana Brizola (PDT): Juliana Brizola – nesta do ex-governador Leonel Brizola (PDT) – disse que vai priorizar a principal bandeira do seu avô: a educação. Para isso, afirmou que o time de especialistas que está montando o plano de educação da sua candidatura conta com o secretário de Educação de Sobral (CE), município com maior Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) do Brasil. Defendeu escolas de turno integral e creches noturnas. Garantiu que, se eleita, vai colocar todas as crianças em creches para que as mães possam trabalhar.
  • Júlio Flores (PSTU): Júlio Flores defendeu a instituição de conselhos populares. Eles ajudariam a formular, entre outras coisas, um plano de obras estratégicas para Porto Alegre, que iriam desde a edificação de infraestrutura viária até a construção de moradias para a população de baixa renda. Também ressaltou que seria uma maneira de gerar empregos na Capital. Criticou ainda a volta às aulas antes da distribuição de uma vacina contra a Covid-19.
  • Luiz Delvair Martins Barros (PCO): Luiz Delvair Martins Barros criticou a falta de exames para detectar a Covid-19, disponibilizados na rede municipal de saúde. Criticou Valter Nagelstein (PSD) por ter feito um vídeo durante o isolamento social “com a dancinha do Covid-19”, no qual Nagelstein e sua família fazem uma paródia de um meme da internet. Defendeu um governo socialista no Brasil e a candidatura à presidência da República do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
  • Manuela d’Ávila (PCdoB): Manuela d’Ávila sustentou que, se eleita, pretende governar dialogando com as comunidades de Porto Alegre. Mencionou um programa de microcrédito para empreendedores na Capital. Apontou a escola de turno integral como uma possibilidade para recuperar o ano letivo de 2020. Prometeu que, se chegar ao paço municipal, vai negociar uma vacina para proteger a população de Porto Alegre da Covid-19. E se comprometeu com um programa para erradicar a fome do território da Capital.
  • MontSerrat Martins (PV): Montserrat Martins protestou contra a instalação da Mina Guaíba perto de Porto Alegre, alertando para o risco de contaminação da água e do ar na Capital. Defendeu debates públicos sobre isso. Também se comprometeu com a ampliação da malha de ciclovias e ciclofaixas. Defendeu ainda a modernização do transporte público, implementando veículos menos poluentes, como por exemplo os ônibus elétricos.
  • Nelson Marchezan Júnior (PSDB): Nelson Marchezan Júnior elencou as ações da prefeitura durante a pandemia de coronavírus em Porto Aleg. Disse que sua gestão aumentou o número de leitos, construiu hospitais, diminuiu 85% das filas em especialidades (antes da pandemia). Garantiu que, durante a pandemia, ninguém ficou sem atendimento. Também sustentou que não houve ilegalidade na aplicação de R$ 3,1 milhões em publicidade da prefeitura, pois a Câmara Municipal autorizou no orçamento da cidade a aplicação de até R$ 6 milhões para este fim. O gasto com publicidade motivou o processo de impeachment contra o prefeito que tramita na Câmara. Também mencionou as medidas de segurança na Capital, que teria diminuído, entre outros crimes, 60% dos furtos de veículos.
  • Rodrigo Maroni (PROS): Rodrigo Maroni pediu para que as pessoas adotassem animais. Também criticou a maioria das outras candidaturas, alegando que ninguém sabia como lidar com a pandemia de coronavírus, por exemplo. Também reclamou do que considerou uma contradição: antigos aliados políticos que são adversários nesta eleição. E ironizou o fato de todos os candidatos participarem do debate com máscaras e outras proteções contra a Covid-19, enquanto os alunos da rede municipal se preparam para a volta às aulas.
  • Sebastião Melo (MDB): Sebastião Melo apontou o transporte público entre os principais desafios da prefeitura. Para ele, é necessário uma nova licitação, que prometeu fazer com diálogo com as empresas e usuários. Também defendeu a integração entre o transporte da capital. Prometeu ainda medidas de desburocratização do licenciamento na Capital, como a implementação do autolicenciamento para empreendimentos de baixo risco. Também projetou um programa de microcrédito, acompanhado de qualificação profissional para micro e pequenos empreendedores. Garantiu que, caso seja eleito, na sua gestão, a fiscalização da EPTC será pedagógica, não punitiva.
  • Valter Nagelstein (PSD): Valter Nagelstein lamentou que o atual governo municipal não tenha levado adiante um projeto de desenvolvimento do Quarto Distrito, desenvolvido quando Nagelstein estava à frente da então Secretaria Municipal de Urbanismo. Defendeu microcrédito, investimentos de infraestrutura e outras melhorias na região. Também sustentou que, em vez de gastar R$ 3,1 milhões em publicidade, a prefeitura deveria ter usado o dinheiro para comprar tablets para alunos da rede municipal e implementar uniformes nas escolas do município. Se comprometeu com isso. Também criticou Manuela d’Ávila por não ter experiência no Executivo.
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