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- Publicada em 18h47min, 08/07/2020. Atualizada em 20h06min, 08/07/2020.

Servidores da Emater rejeitam acordo coletivo e apresentam contraproposta à direção

Assembleia virtual dos servidores da Emater foi validada por mais de 860 participantes

Assembleia virtual dos servidores da Emater foi validada por mais de 860 participantes


SEMAPIRS/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Em assembléia virtual com recorde de participação de servidores, cerca de 860 trabalhadores da Emater rejeitaram, no final da tarde desta quarta-feira (8), o acordo coletivo apresentado pela diretoria da instituição para os próximos dois anos. A proposta, que altera o plano de carreira dos funcionários, previa, entre outras medidas, a diminuição da licença-maternidade e extinção de anuênios e decênios. Na manhã desta quita-feira (9), representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande Do Sul (Semapi) formalizam a posição coletiva e apresentam à direção uma contraproposta.
Em assembléia virtual com recorde de participação de servidores, cerca de 860 trabalhadores da Emater rejeitaram, no final da tarde desta quarta-feira (8), o acordo coletivo apresentado pela diretoria da instituição para os próximos dois anos. A proposta, que altera o plano de carreira dos funcionários, previa, entre outras medidas, a diminuição da licença-maternidade e extinção de anuênios e decênios. Na manhã desta quita-feira (9), representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande Do Sul (Semapi) formalizam a posição coletiva e apresentam à direção uma contraproposta.
No texto, destacarão quatro pontos fundamentais: a equiparação do plano de carreira da Emater às demais fundações em relação à licença-maternidade de seis meses, à multa por atraso no pagamento de salários e liberação de representantes sindicais e associativos. O ponto considerado mais sensível da proposta aprovada refere-se à manutenção de anuênios e decênios da categoria. Os servidores também irão propor a permanência da comissão paritária constituída e o congelamento por dois anos das progressões de anuênios e decênios, em função da situação emergencial de crise causada pela Covid-19.
O presidente da Emater, Geraldo Sandri, afirma as propostas solicitadas ainda devem passar por processo de análises jurídicas. “Temos que receber as propostas para avaliar o teor. Com relação a manutenção de anuênios e decênios, parece que vão solicitar um congelamento por dois anos para se fazer um estudo, o que é bem plausível, mas depende de como isso vai ser estudado. Vamos fazer uma análise jurídica de tudo isso”, disse.
Segundo a diretora do Semapi, Cecília Bernard, os servidores resolveram abrir mão de alguns direitos temporariamente, para não perder outros mais à frente. "Estávamos muito descontentes com a proposta do governo e da direção, porque mexia com muitas questões caras para nós e destruía a possibilidade de os servidores mais jovens terem uma carreira na Emater. Por isso nos mobilizamos no final de semana e reunimos tantos servidores para construir essa contraproposta", destacou.
Sandri defende que as propostas apresentadas pela direção se devem a graves problemas orçamentários. "Somos um braço do estado, temos algumas contingências orçamentarias e por conta disso tomamos algumas medidas mas estamos negociando com os servidores", disse.
Após o recebimento da proposta dos servidores, a Emater terá 48 horas para se manifestar a respeito. Segundo Cecília, a expectativa é de que haja condições para a construção de um entendimento entre as partes. "Não vamos abrir mão do nosso plano de carreira, estamos sendo sensíveis ao momento e abrindo mão de conquistas. O custo será quase zero para o Estado. Nossa mobilização foi muito consistente e esperamos um resultado positivo da direção na segunda-feira", reforça a sindicalista.
Sandri destaca que aguarda o envio das propostas por escrito e se diz aberto a negociações. “A gente vai fazer análises e ver o que pode ser atendido na proposta deles. Estamos negociando porque é um processo longo, mas seguimos essa linha, estamos desde o início abertos ao diálogo”, afirmou.
O Semapi manterá até o dia 13 de julho a assembleia em aberto, para análise dos desdobramentos e futuras considerações.
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