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Eleições 2020

- Publicada em 21h24min, 16/06/2020. Atualizada em 12h44min, 17/06/2020.

Quatro pré-candidatos discutem ações conjuntas para Porto Alegre

Comandante Nádia, Gustavo Paim, Fortunati e Sebastião Melo debateram projetos para a Capital

Comandante Nádia, Gustavo Paim, Fortunati e Sebastião Melo debateram projetos para a Capital


MONTAGEM COM FOTOS DE MARCO QUINTANA/FREDY VIEIRA/ARQUIVO/LUIZA PRADO/JC
Marcus Meneghetti
Faltando pouco mais de um mês para as convenções partidárias que escolherão os indicados à prefeitura, quatro pré-candidatos ao Executivo de Porto Alegre - o deputado estadual Sebastião Melo (MDB), o ex-prefeito José Fortunati (PTB), a vereadora Comandante Nádia (DEM) e o vice-prefeito Gustavo Paim (PP) - se reuniram ontem para debater ações conjuntas. 
Faltando pouco mais de um mês para as convenções partidárias que escolherão os indicados à prefeitura, quatro pré-candidatos ao Executivo de Porto Alegre - o deputado estadual Sebastião Melo (MDB), o ex-prefeito José Fortunati (PTB), a vereadora Comandante Nádia (DEM) e o vice-prefeito Gustavo Paim (PP) - se reuniram ontem para debater ações conjuntas. 
O encontro aconteceu na sede do PTB porto-alegrense, onde também compareceram os presidentes municipais dos quatro partidos.
Embora o encontro tenha se concentrado em ações relacionadas à pandemia de coronavírus e de retomada da economia na Capital, os líderes partidários não descartaram uma aliança nas eleições municipais. Perguntado sobre a construção de uma chapa conjunta, o presidente do diretório municipal do PTB, Everton Braz, disse que "não há compromisso com isso, mas isso também não está impedido".
E arrematou: "os partidos têm afinidade, estamos conversando. Mas o compromisso é enfrentar a crise (causada pelo coronavírus) e a retomada da economia (depois da pandemia). O foco do encontro foi combinar ações em conjunto relacionadas à pandemia".
O PTB faz parte da base aliada do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Entretanto, Braz garantiu que a reunião com o PP, MDB e DEM não significa um rompimento com o Paço Municipal. "Participamos do governo Marchezan, estamos contribuindo com ele, fazemos parte da base aliada na Câmara Municipal. Naturalmente, temos afinidade com o projeto do governo. Achamos que tem feito reformas importantes. Podemos discordar pontualmente, mas temos compromisso com essa administração".
O vice de Marchezan, Gustavo Paim, assim como Braz, relatou que a ideia é que as quatro legendas formem um fórum com reuniões periódicas para discutir uma atuação conjunta na cidade, especialmente durante a pandemia e depois dela. Paim também não descarta uma aliança entre as siglas. Mas pondera: "é muito cedo para dizer isso. Só o tempo dirá (se os encontros culminarão em uma coalizão de forças)".
"Por enquanto, estamos discutindo como podemos trabalhar juntos, durante a pandemia e pós-pandemia. Queremos formar um consenso entre os partidos para poder discutir projetos e ações em Porto Alegre. Há o desejo de constituir um fórum permanente para, aí sim, propormos projetos e ações concretas", analisou Paim.
Embora seja o partido do vice-prefeito, o PP rompeu com o Paço Municipal depois que Marchezan assinou a exoneração de militantes do partido, em 2019. Os vereadores do PP na Câmara Municipal se posicionaram contrariamente a algumas reformas do governo, como a revisão da planta do IPTU, por exemplo. Isso vinha prejudicando a relação entre PP e PSDB.
A situação se deteriorou depois que lideranças tucanas e progressistas trocaram acusações. O resultado foi que o PP saiu da base aliada, e se tornou um partido independente na Câmara de Vereadores.
Nas conturbadas eleições de 2016, uma ala expressiva do PP defendeu o apoio ao então candidato Sebastião Melo (MDB). Melo - que, naquela época, era o vice de José Fortunati - foi derrotado no segundo turno por Marchezan.
As eleições municipais devem ocorrer em novembro. Ontem, ocorreu uma reunião entre os presidentes das bancadas do Congresso Nacional e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso - na qual se levantou a possibilidade de realizar o primeiro turno das eleições para prefeito e vereador em 15 de novembro e o segundo, em 29 de novembro. Pelo calendário eleitoral, as convenções para a escolha dos candidatos devem ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.
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