Porto Alegre, quinta-feira, 28 de maio de 2020.
Dia da Saúde.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 28 de maio de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Governo Federal

28/05/2020 - 15h14min. Alterada em 28/05 às 15h21min

Bolsonaro culpa Celso de Mello por 'consequências' da liberação de vídeo de reunião ministerial

'Responsabilidade do que se tornou público não é de nenhum ministro, é do Celso de Mello', diz Bolsonaro

'Responsabilidade do que se tornou público não é de nenhum ministro, é do Celso de Mello', diz Bolsonaro


/REPRODUÇÃO/JC
O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou e responsabilizou nesta quinta-feira (28) o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, pelas consequências da liberação do sigilo da reunião ministerial de 22 de abril
O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou e responsabilizou nesta quinta-feira (28) o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, pelas consequências da liberação do sigilo da reunião ministerial de 22 de abril
"A responsabilidade do que se tornou público não é de nenhum ministro de Estado, é do ministro Celso de Mello. Ele é o responsável. Peço, pelo amor de Deus, não prossiga com esse tipo de inquérito", disse.O vídeo do encontro é objeto de inquérito que apura se Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. Mello decidiu liberar o sigilo da gravação na última sexta-feira (22).
"O criminoso não é o ministro da Educação Abraham Weintraub, não é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não é nenhum de nós. A responsabilidade é de quem suspendeu o sigilo de uma sessão cujo vídeo foi chancelado como secreto", disse o presidente da República.
Além das falas do presidente, palavrões e declarações polêmicas dos ministros foram destaques da reunião, em especial as de Weintraub e Salles. "Lá nessas reuniões cada um pode falar o que bem entende, porque são reservadas", defendeu Bolsonaro.
Na ocasião, Weintraub afirmou que, por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia", "começando no STF". Por causa das falas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, decidiu pedir explicações de Weintraub.
Na quarta, contudo, o ministro da Justiça André Mendonça apresentou habeas corpus contra decisão de Moraes, que deu cinco dias para Weintraub prestar depoimento no âmbito do inquérito das fake news contra a Corte.
Já Salles, defendeu na reunião do dia 22 "ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas", aproveitando o momento da crise do novo coronavírus.
Bolsonaro voltou a dizer ainda que poderia ter "destruído a fita", mas destacou que respeitou a decisão de Celso de Mello. "Entreguei a fita e com todas as petições possíveis para não divulgar, a não ser as questões voltadas para o inquérito", acrescentou.
Comentários