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SAÚDE

20/05/2020 - 16h11min. Alterada em 20/05 às 16h12min

Uso da cloroquina e hidroxicloroquina no RS será de prerrogativa exclusiva dos médicos

Administração dos medicamentos tem menos eficácia do que danos colaterais comprovados

Administração dos medicamentos tem menos eficácia do que danos colaterais comprovados


YURI CORTEZ/AFP/JC
Fernanda Crancio
No Rio Grande do Sul, apesar da nova orientação do Ministério da Saúde de ampliar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para doentes com sintomas leves da Covid-19, caberá aos médicos, em consonância com os pacientes, definir pela prescrição ou não das substâncias. De acordo com o governador Eduardo Leite, embora a portaria publicada nesta quarta-feira (20) pelo governo federal acene para a possibilidade de utilização dos medicamentos, a adesão será uma prerrogativa de cada profissional médico.
No Rio Grande do Sul, apesar da nova orientação do Ministério da Saúde de ampliar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para doentes com sintomas leves da Covid-19, caberá aos médicos, em consonância com os pacientes, definir pela prescrição ou não das substâncias. De acordo com o governador Eduardo Leite, embora a portaria publicada nesta quarta-feira (20) pelo governo federal acene para a possibilidade de utilização dos medicamentos, a adesão será uma prerrogativa de cada profissional médico.
Durante a live transmitida do Palácio Piratini, o tema foi abordado por ele e pela secretária da Saúde Arita Bergmann, que reforçaram o fato de não haver evidências suficientes por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a necessidade de administrar as substâncias em pacientes com coronavírus, enfatizando, inclusive, a ocorrência de efeitos colaterais graves. "É uma decisão de orientação médica, quem tem de tomar a decisão é o profissional médico, de acordo e em acordo com paciente, ciente dos efeitos colaterais", destacou Leite.
Até o presente momento, como no restante do País, a cloroquina e a hidroxicloroquina vêm sendo administradas em alguns casos graves da doença no Rio Grande do Sul, mediante critério médico das condições do paciente, da gravidade dos casos e dos riscos que a medicação oferece. Segundo a secretária Arita, o Ministério da Saúde já havia disponibilizado cerca de 2,3 mil doses dos medicamentos aos hospitais gaúchos, para uso exclusivo nos casos agravados da doença, mas o uso efetivo das substâncias não foi significativo. "Aqui o uso não foi expressivo. Concordamos que deve ser uma orientação do médico, é ele quem deve decidir se vai ou não adotar essa medicação para a Covid-19", completou.
A secretária informou ainda que um comitê científico do Estado tem analisado estudos sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, mas ainda não havia comprovado evidências quanto à eficácia da utilização, e sim dos efeitos colateriais. Entre eles destacam-se possibilidade de arritmias, alterações na retina e disfunções hepáticas.
A alteração da política do Ministério da Saúde, comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello, atende a um pedido pessoal do presidente Jair Bolsonaro e foi um dos principais motivos das desavenças com os ex-titulares da pasta, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.
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