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GOVERNO FEDERAL

- Publicada em 18h55min, 19/05/2020. Atualizada em 18h58min, 19/05/2020.

Leite espera sanção do auxílio emergencial após reunião com Bolsonaro, na quinta

Governador defendeu ainda veto ao reajuste do funcionalismo e respeito do presidente à ciência

Governador defendeu ainda veto ao reajuste do funcionalismo e respeito do presidente à ciência


REPRODUÇÃO/FACEBOOK/JC
Fernanda Crancio
Na próxima quinta-feira (21), o governador Eduardo Leite participa com os demais 26 chefes de Estado de reunião remota com o presidente Jair Bolsonaro. Na pauta do encontro estarão temas econômicos e a sanção do auxílio emergencial a estados e municípios, aguardada há mais de duas semanas.
Na próxima quinta-feira (21), o governador Eduardo Leite participa com os demais 26 chefes de Estado de reunião remota com o presidente Jair Bolsonaro. Na pauta do encontro estarão temas econômicos e a sanção do auxílio emergencial a estados e municípios, aguardada há mais de duas semanas.
Ao ser questionado sobre a convocação do Palácio do Planalto, nesta terça-feira (19), o governador disse que espera avanço na liberação do fundo aos estados. Na semana passada, aos comentar a demora da sanção presidencial à medida, já aprovada pelo Congresso Nacional, ele comentou que as finanças do Estado seguiam "sangrando" e que, por conta da dificuldade de caixa, teve de atrasar os salários dos servidores em 42 dias. "É uma pauta urgente para o povo brasileiro e, se não houver essa recomposição, quem pagará o preço é a população", disse durante a live desta terça-feira.
Leite lembrou que o Estado amarga dois meses de perdas de arrecadação, agravadas pela pandemia da Covid-19 - sendo de cerca de R$ 700 milhões em abril e de R$ 1 bilhão estimada para maio-, o que complica ainda mais a situação dos cofres públicos e torna urgente a recomposição federal. Pelo projeto aprovado pelo Congresso, o Estado terá cerca de R$ 500 milhões a receber. "Já teremos R$ 1,7 bilhão de perdas e receberemos R$ 500 milhões para recomposição das perdas, no final de maio. Esse desencaixe de fluxo compromete o cumprimento de nossas obrigações, inclusive em relação aos funcionários públicos. Esse atraso é muito ruim e negativo para toda a população, a falta da recomposição mais imediata gera grandes prejuízo, inclusive econômicos", comentou.
O governador disse ainda que provavelmente os governadores serão chamados a se manifestarem sobre o veto do presidente aos reajustes salarias dos funcionários públicos, medida que ele apoia, diante da crise pela qual o País enfrenta com a pandemia do coronavírus. "Tem o meu apoio o veto do presidente, pois esse momento em que temos toda a população brasileira sofrendo de alguma forma pela crise da pandemia, há perda de arrecadação dos governos e econômica. Então, faz todo o sentido que haja o veto e terá o meu apoio, em respeito à população, pelo peso que já carrega pela crise", ressaltou.
O chefe do Executivo gaúcho disse ainda que se tiver oportunidade fará ainda um apelo a Bolsonaro para que atenda à ciência, dando segurança ao enfrentamento da Covid-19 do ponto de vista sanitário e à retomada da atividade econômica. "Somente com a população brasileira segura do ponto de vista do enfrentamento do coronavírus é que teremos condições e ambiente para uma retomada econômica. Não tem como pedir à população que siga a vida normal", concluiu.
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