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Governo federal

- Publicada em 03h04min, 26/03/2020. Atualizada em 03h00min, 26/03/2020.

Equipe econômica prevê abertura de quarentena em abril

A preocupação sobre os efeitos da restrição de circulação de pessoas para a economia tem feito o governo defender uma política mais branda sobre a quarentena. A defesa por uma revisão das regras encontra respaldo entre os membros do Ministério da Economia, que já projetam uma flexibilização gradual da quarentena partir de 7 de abril.
A preocupação sobre os efeitos da restrição de circulação de pessoas para a economia tem feito o governo defender uma política mais branda sobre a quarentena. A defesa por uma revisão das regras encontra respaldo entre os membros do Ministério da Economia, que já projetam uma flexibilização gradual da quarentena partir de 7 de abril.
O período se refere à data final da restrição imposta no estado de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) determinou quarentena de 15 dias até essa data com o fechamento de estabelecimentos comerciais que não estejam entre os serviços essenciais, como alimentação e saúde. A tese é que a medida não deve ser renovada e que, a partir daí, a liberação começaria a ser seguida em outros lugares para o país "voltar à vida".
Membros da equipe econômica ligados às discussões têm evitado ser enfáticos sobre o assunto ao serem questionados e preferem dizer que estão, sobretudo, acompanhando o debate em torno do tema. Mesmo assim, deixam transparecer a opinião já expressa pelo ministro Paulo Guedes (Economia) de que, enquanto a liberação total poderia sobrecarregar o sistema de saúde, uma restrição total poderia sufocar a economia.
"O que podemos fazer? Evitar que medidas draconianas sejam tomadas e que gerem custos muito grandes lá na frente. No momento atual não dá para deixar a estrutura produtiva quebrar", disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, em conferência com investidores.
Segundo ele, as medidas corretas devem ser tomadas agora para proteger a economia não somente neste ano como nos anos seguintes. O secretário ainda afirmou que o Brasil tem optado por anunciar medidas em etapas, e não em grandes pacotes como países ricos, por não haver tantos recursos. 
 
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