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Notícia da edição impressa de 02/03/2020. Alterada em 01/03 às 20h56min

Direita se divide no Twitter sobre ato do dia 15 de março

A discussão entre usuários de direita no Twitter sobre as manifestações marcadas para 15 de março em apoio a Jair Bolsonaro está dividida: parte das mensagens mais retuitadas ataca os outros Poderes (Congresso e Supremo), parte é de simples defesa do presidente da República.
A discussão entre usuários de direita no Twitter sobre as manifestações marcadas para 15 de março em apoio a Jair Bolsonaro está dividida: parte das mensagens mais retuitadas ataca os outros Poderes (Congresso e Supremo), parte é de simples defesa do presidente da República.
A análise foi feita por meio do GPS Ideológico, ferramenta da Folha que categorizou 1,7 milhão de contas, posicionando os perfis numa reta, do ponto mais à direita ao mais à esquerda, dependendo de quem cada usuário segue.
Para a análise da discussão sobre os atos de 15 de março, a reportagem coletou todos os tuítes a partir do dia 17 deste mês que continham menção às manifestações.
O evento tinha característica de crítica ao Congresso, sob a alegação de que os parlamentares estão boicotando ações do Executivo.
A discussão sobre a manifestação ganhou força após o jornal O Estado de S. Paulo revelar na terça-feira (25) passada que Bolsonaro havia compartilhado no WhatsApp mensagem de apoio ao ato, que foi interpretado como endosso ao ataque ao Legislativo.
Nos oito dias anteriores à reportagem, houve 95 mil usuários tuitando sobre os atos. Após a publicação da notícia, foram necessárias apenas 17 horas para se chegar ao mesmo montante novamente.
O rápido crescimento na discussão sobre os atos também foi captado pela FGV-Dapp (Diretoria de Análise de Políticas Públicas). O monitoramento da faculdade apontou crescimento de 550% nas menções aos atos em apenas 48 horas após a reportagem.
Houve rápida reação, vinda, por exemplo, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que apontaram ameaça à democracia.
Parte dos usuários de direita no Twitter passou então a sustentar que os atos, anteriormente contra o Congresso, eram de defesa do governo, não de ataque ao Legislativo.
A reação do presidente Bolsonaro foi dúbia. Em live no Facebook, ele negou que tenha incitado a população a ir às ruas contra o Congresso.
Mas o presidente também reclamou que há propostas suas paradas no Congresso, como o projeto que prevê a perda da carteira de motorista apenas após 40 pontos (atualmente, são 20 pontos). Essa ambiguidade também se reflete na discussão na rede social sobre as manifestações.
A reportagem analisou as 100 mensagens que foram mais retuitadas entre os usuários de direita (grupo que domina as discussões; há poucas menções sobre os atos no centro e na esquerda). Foram 35 mensagens com críticas aos outros Poderes (Congresso e Supremo, especialmente) e 32 em que havia apenas a defesa do presidente.