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- Publicada em 03h10min, 28/02/2020. Atualizada em 03h00min, 28/02/2020.

Satisfação com democracia aumenta no Brasil, diz estudo

A insatisfação com o modo de funcionamento da democracia caiu no Brasil: se dois anos atrás 83% se diziam insatisfeitos,agora esse percentual é de 56%, segundo estudo do Pew Research Center divulgado nesta quinta-feira (27). A entidade, sediada em Washington, pesquisou como as pessoas avaliam os vários elementos que formam uma democracia, como a livre circulação de ideias, a liberdade religiosa, a realização de eleições e uma Justiça independente. O estudo fez 38.426 entrevistas em 34 países, entre 13 de maio e 2 de outubro de 2019.
A insatisfação com o modo de funcionamento da democracia caiu no Brasil: se dois anos atrás 83% se diziam insatisfeitos,agora esse percentual é de 56%, segundo estudo do Pew Research Center divulgado nesta quinta-feira (27). A entidade, sediada em Washington, pesquisou como as pessoas avaliam os vários elementos que formam uma democracia, como a livre circulação de ideias, a liberdade religiosa, a realização de eleições e uma Justiça independente. O estudo fez 38.426 entrevistas em 34 países, entre 13 de maio e 2 de outubro de 2019.
"Algumas vezes,vemos que a insatisfação com a democracia diminui logo após uma eleição, o que foi o caso do Brasil", diz Richard Wike, diretor do setor de Pesquisas de Atitudes Globais do Pew.
"No País, a insatisfação caiu ao longo de todo o espectro ideológico, mas o declínio foi acentuado entre pessoas que se identificam como de direita", analisa. O levantamento apontou também a queda no apoio à liberdade de imprensa: 60% dos brasileiros entrevistados disseram considerar muito importante que a imprensa possa reportar as notícias sem sofrer censura. Em 2015, o apoio era de 71%.
A imprensa tem sofrido ataques constantes do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, inclusive com insultos pessoais a jornalistas. Nos últimos anos, a liberdade de imprensa passou a ser considerada mais importante em países como França (65% a valorizam), Reino Unido (77%) e Argentina (80%). Nos EUA, houve alta de 13 pontos percentuais, e atualmente 80% a vê como uma prioridade.
 
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