Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Governo Federal

Notícia da edição impressa de 13/02/2020. Alterada em 13/02 às 03h00min

Militar poderá ocupar chefia da Casa Civil

Braga Netto tem resistido ao convite

Braga Netto tem resistido ao convite


ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou, nesta quarta-feira (12), o general Walter Souza Braga Netto para assumir o comando da Casa Civil da presidência. Aos 62 anos, Braga Netto, militar da ativa, é chefe do Estado-Maior do Exército. Enfraquecido no comando da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni (DEM) deve ser realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente comandado por Osmar Terra (MDB).
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou, nesta quarta-feira (12), o general Walter Souza Braga Netto para assumir o comando da Casa Civil da presidência. Aos 62 anos, Braga Netto, militar da ativa, é chefe do Estado-Maior do Exército. Enfraquecido no comando da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni (DEM) deve ser realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente comandado por Osmar Terra (MDB).
A ideia é que, a partir de agora, a Casa Civil deixe de atuar de maneira informal na articulação política e tenha o perfil gerencial reforçado. Em conversas reservadas, o presidente vinha reclamando da lentidão de programas federais e do atraso na conclusão de projetos. Para ele, a insistência de Onyx em atuar junto ao Poder Legislativo comprometeu o ritmo do governo.
Segundo relatos feitos à reportagem, no entanto, Braga Netto tem resistido ao convite, o que levou o presidente a avaliar duas alternativas: o general Geraldo Antonio Miotto, atual Comandante Militar do Sul, e o almirante Flávio Augusto Viana Rocha, atual comandante do 1º Distrito Naval.
Caso nenhum dos militares aceite assumir a pasta, o presidente avalia uma solução interna: deslocar Luiz Eduardo Ramos da Secretaria de Governo para a Casa Civil. Nesse caso, Bolsonaro considera colocar à frente da articulação política o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), amigo de longa data.
Natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o general, ao longo de sua carreira, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste. Também comandou a 1ª Região Militar (Região Marechal Hermes da Fonseca). Braga Netto, segundo informações publicadas no Portal do Ministério da Defesa, possui 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras.
Em setembro de 2016, Braga Netto assumiu o Comando Militar do Leste (CML) depois que o general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto e assumiu o Estado-Maior. À época de sua posse, sua atuação foi elogiada pelo Ministro da Defesa Raul Jungmann. No mesmo ano, o militar foi coordenador-geral da Assessoria Especial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Em 2018, ele foi o responsável pela intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, comandando as polícias Civil e Militar, além dos bombeiros. Braga Netto também integrou a ação que envolveu as Forças Armadas na crise da segurança no Espírito Santo, em fevereiro de 2017.
Na ocasião, foi realizado um reforço na segurança em municípios do estado devido ao aumento da violência, batizada de "Operação Capixaba". Braga Netto também foi adido de Defesa na Polônia e, como oficial-general, foi adido Militar do Exército junto à Embaixada dos Estados Unidos.
 

'Ninguém falou isso', diz Onyx sobre saída do ministério

Na saída do seminário de abertura do ano legislativo, onde proferiu palestra sobre as perspectivas em relação à agenda do Congresso e do governo brasileiro em 2020, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), foi questionado sobre a eventual troca ministerial e desconversou. "Não, ninguém falou isso", declarou o ministro, no início da tarde. 
No início da manhã desta quarta-feira (12), Onyx se sentou ao lado direito do presidente durante café da manhã com a bancada da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Planalto. Na mesma entrevista coletiva após o seminário, o ministro disse que o presidente está refletindo sobre a reforma administrativa e defendeu que o tempo dele para decidir seja respeitado, seja um, dois, três ou quatro meses. Em seguida, reiterou que nem ele, nem os ministros, nem Bolsonaro têm "fome de poder", e sim de servir o Brasil. "E, por fim, o presidente Bolsonaro é meu líder. O que ele decidir, eu cumpro", concluiu Onyx.
 

Bolsonaro discute oferecer embaixada a Osmar Terra

O presidente Jair Bolsonaro discute oferecer o comando de uma embaixada ao ministro Osmar Terra. Em estudo estão duas representações diplomáticas: Argentina e Espanha. Bolsonaro pretende definir a mudança até esta sexta-feira. Para assumir a estrutura, o ministro precisaria renunciar ao mandato de deputado federal pelo MDB, atualmente ocupado pelo suplente Darcísio Perondi (MDB), que perderia a cadeira com a volta do ministro. Segundo aliados de Terra, ele já foi comunicado da possibilidade e tem avaliado o convite.