Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Congresso Nacional

Notícia da edição impressa de 13/02/2020. Alterada em 13/02 às 03h00min

Relatora avalia acionar MP contra depoente que mentiu em CPI das Fake News

A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), quer que o colegiado avalie a possibilidade de entrar com representação no Ministério Público (MP) contra Hans River do Nascimento por falso testemunho. Na terça-feira (11), o ex-funcionário da Yacows, agência que faz envios de conteúdo via WhatsApp, depôs diante do colegiado e fez ataques à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. Mais tarde, reportagem do jornal desmentiu as declarações de Hans River. "Depois do depoimento, houve manifestação da jornalista atacada que contestou ponto a ponto as declarações do depoente, o que constitui, no mínimo, uma possibilidade de testemunho falso. Comuniquei ao presidente da comissão que deveríamos tomar posicionamento, como uma representação ao Ministério Público por falso testemunho. Mas, independentemente das ações da CPI, podemos tomar essas decisões individualmente", disse Lídice.
A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), quer que o colegiado avalie a possibilidade de entrar com representação no Ministério Público (MP) contra Hans River do Nascimento por falso testemunho. Na terça-feira (11), o ex-funcionário da Yacows, agência que faz envios de conteúdo via WhatsApp, depôs diante do colegiado e fez ataques à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. Mais tarde, reportagem do jornal desmentiu as declarações de Hans River. "Depois do depoimento, houve manifestação da jornalista atacada que contestou ponto a ponto as declarações do depoente, o que constitui, no mínimo, uma possibilidade de testemunho falso. Comuniquei ao presidente da comissão que deveríamos tomar posicionamento, como uma representação ao Ministério Público por falso testemunho. Mas, independentemente das ações da CPI, podemos tomar essas decisões individualmente", disse Lídice.
O depoimento de Hans River do Nascimento era sobre a reportagem escrita por Patrícia noticiando que empresas contrataram o envio em massa de mensagens via WhatsApp com conteúdo crítico à candidatura do PT. A Yacows teria explorado comercialmente a prática. Hans River negou ter repassado informações à repórter durante a eleição de 2018, o que foi desmentido pelo jornal, que exibiu documentos e mensagens das conversas entre os dois. O material também esclarece que o ex-funcionário enviou arquivos internos da empresa à jornalista, embora tenha negado que o fez durante seu depoimento.
Hans River também afirmou que Patrícia "se insinuou" e que pretendia "sair" com ele. Os registros mostrados pelo jornal, no entanto, mostram que ele convidou a repórter para acompanhá-lo em um show e ela não aceitou.
 

Entidades de imprensa repudiam ataque a repórter

Entidades de jornalismo classificaram de violento e sexista o ataque que a repórter da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello sofreu, nesta terça-feira, na CPI das Fake News no Congresso Nacional.

Manifestaram-se a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Para a Abraji, é "assustador que um agente público use seu canal de comunicação para atacar jornalistas cujas reportagens trazem informações que o desagradam, sobretudo apelando ao machismo e à misoginia".

A entidade afirmou, ainda, que essa "é mais uma ocasião em que integrantes da família Bolsonaro, em lugar de oferecer explicações à sociedade, tentam desacreditar o trabalho da imprensa". Patrícia Campos Mello faz parte da atual diretoria da associação.