Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Desenvolvimento Regional

Notícia da edição impressa de 12/02/2020. Alterada em 12/02 às 03h00min

Em posse, Marinho promete recursos para a habitação

Novo ministro (d) disse que pediu prazo para reestruturar o programa

Novo ministro (d) disse que pediu prazo para reestruturar o programa


/CAROLINA ANTUNES/PR/JC
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse nesta terça-feira (11), durante cerimônia de posse na pasta, que negocia com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, um cronograma para a liberação de recursos do Minha Casa, Minha Vida em 2020.
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse nesta terça-feira (11), durante cerimônia de posse na pasta, que negocia com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, um cronograma para a liberação de recursos do Minha Casa, Minha Vida em 2020.
O Orçamento deste ano prevê R$ 2,7 bilhões para honrar a continuidade de obras já contratadas pelo programa habitacional. No entanto, o setor da construção civil reclama da falta de previsibilidade. No ano passado, os desembolsos foram alvos de bloqueios devido à frustração na arrecadação federal.
"O calendário inicialmente é o que foi aprovado pelo Parlamento brasileiro. É bom lembrar que o Orçamento é impositivo e precisa ser empregado em sua integralidade", disse.
Marinho disse ainda que já teve duas conversas com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre sua missão à frente da pasta e pediu um prazo para discutir alternativas de reestruturação do programa habitacional.
Seu antecessor, Gustavo Canuto, tentava emplacar um modelo de "voucher", uma espécie de crédito para que famílias em municípios menores conseguissem comprar, reformar ou construir a casa própria. O modelo, porém, enfrenta resistências e dificuldades operacionais, sobretudo na fiscalização da aplicação do dinheiro.
O novo ministro disse que "de forma alguma" o debate sobre o novo Minha Casa nasce do zero e disse que serão consideradas as discussões feitas na gestão anterior. Ele, porém, não deu detalhes se o modelo do voucher vingará.
Marinho disse ainda que, neste primeiro momento, o foco é conhecer e tomar pé de todas as agendas do ministério. "Estamos falando de segurança hídrica, habitação, saneamento, defesa civil. Nossas prioridades são diversas", afirmou.
Em seu discurso, o novo ministro fez uma saudação a prefeitos, vereadores, governadores e deputados estaduais, além dos próprios integrantes do Congresso Nacional. Ex-deputado, Marinho destacou a capilaridade das ações de sua nova pasta. A jornalistas, depois da cerimônia, ele minimizou o fato de este ser um ano de eleições municipais. "A cada dois anos temos eleições, isso faz parte do cenário e na democracia", disse.
 

Bolsonaro agradece 'convivência' a Toffoli, Maia e Alcolumbre

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez novos gestos de aproximação aos chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário na posse do novo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, nesta terça-feira. Na cerimônia, Bolsonaro reforçou que é preciso buscar a "união" das autoridades.

"Nós quatro não podemos tudo, mas quase tudo passa pelas nossas mãos. A nossa união, nosso sentimento cada vez melhor para o Brasil, realmente fará com que todos sintam a diferença. Agradeço a convivência que tivemos ao longo do ano passado e tenho certeza que o corrente ano será muito melhor", disse Bolsonaro, aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

O presidente elogiou o trabalho de Marinho enquanto deputado e afirmou que ele serviu de "espelho" para os demais. Também falou que ele é "daquelas pessoas que vão angariando respeito pela forma de trabalhar".

Bolsonaro destacou que o Desenvolvimento Regional é um "ministério complexo, com muita capilaridade" e que "quase tudo que interessa a população" passa pela pasta.

Ele também enalteceu a participação de Marinho como secretário especial de Previdência e Trabalho para viabilizar a aprovação da reforma previdenciária, no ano passado, com os chefes do Legislativo e o ministro da Economia, Paulo Guedes.