Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020.
Dia do Gráfico.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Edição impressa de 07/02/2020. Alterada em 07/02 às 03h00min

Fachin homologa acordo de delação de Sérgio Cabral

Cabral acumula 13 condenações cujas penas somam quase 300 anos

Cabral acumula 13 condenações cujas penas somam quase 300 anos


/Tania rêgo/ABR/JC
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na quarta-feira (5) o acordo de delação premiada firmado entre o ex-governador Sérgio Cabral e a Polícia Federal (PF). A decisão do ministro contrariou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado contra o acordo.
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na quarta-feira (5) o acordo de delação premiada firmado entre o ex-governador Sérgio Cabral e a Polícia Federal (PF). A decisão do ministro contrariou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado contra o acordo.
A delação de Cabral, cuja negociação começou no início deste ano, inclui ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), outros magistrados e políticos. O ex-governador recorreu à PF após sofrer resistência no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, responsável pelas investigações contra ele, para tentar negociar um acordo. Aras endossou o veto no STF.
"Somos contrários a uma colaboração premiada do ex-governador Sérgio Cabral. Ele é o líder de uma organização criminosa muito poderosa. É um dos responsáveis pela falência do estado. Nós conseguimos por meios independentes chegar a muito do que ele poderia nos ajudar numa colaboração. Não seria uma resposta que o MPF gostaria de dar à sociedade", disse o procurador Eduardo El Hage.
Preso há três anos, o ex-governador acumula 13 condenações cujas penas somadas alcançam 282 anos de prisão -responde a, no total, 31 ações penais sob acusação de corrupção, além de outras duas por outros crimes.
O acordo com a PF não prevê uma pena mínima - diferentemente do que é feito com o MPF. Com o selo de colaborador da Justiça, o objetivo da defesa é tentar obter sua liberdade. Há contra o ex-governador quatro ordens de prisão, que terão de ser revertidas uma a uma: duas da Justiça Federal do Rio de Janeiro, uma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e uma do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A expectativa da defesa de Cabral - e temor dos procuradores fluminenses - é de que, ao se tornar colaborador, não haja mais razão para mantê-lo preso preventivamente, sob risco de interferir na investigação ou permanecer cometendo crimes.
Os 20 anexos que integram a colaboração inicial se referem a pessoas com foro especial. A PF, contudo, pretende colher informações com o ex-governador sobre outros temas que, pelas conversas iniciais, podem chegar a cem itens. Entre eles está a investigação sobre o repasse de verbas da Oi para empresa de Jonas Suassuna, sócio de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia